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MRS pretende ampliar movimentação em 125%

A implantação do sistema de correia transportadora, entre a região do ABC e a Baixada Santista, irá permitir à MRS Logística ampliar sua capacidade de transporte em 125%, afirmou o superintendente do núcleo de produção de São Paulo da MRS, José Roberto Lourenço. Segundo essa projeção, a concessionária ferroviária poderá escoar até 18 milhões de toneladas por ano, entre carregamentos de minério de ferro (esses pela esteira), grãos (pela esteira e por trem) e contêineres (somente trem). As obras do novo projeto deverão ser iniciadas no início do próximo ano.

O novo projeto da MRS, realizado em parceria com a Cosipa, prevê a reativação de um antigo trilho de bonde que corta a Serra do Mar. Sobre ele, será instalado um sistema de correias móveis blindadas, de 23 quilômetros de extensão e que poderá trazer o minério de ferro necessário para a produção de aço (do Planalto à siderúrgica) e levar fertilizantes e o coque do petróleo (no sentido contrário).

Atualmente, contando apenas com o transporte ferroviário do sistema cremalheira, a concessionária pode movimentar até 8 milhões de toneladas por ano. Com o sistema de esteira, serão mais 9 milhões de toneladas anuais.

Além de baratear e facilitar o escoamento do produto à siderúrgica, o empreendimento irá ‘‘desafogar’’ a ferrovia da MRS, que poderá atender novos carregamentos de grãos e de contêineres (seu principal objetivo comercial) com destino ao Porto de Santos. Com a mudança de produtos, José Roberto Lourenço estima que a ferrovia possa chegar a escoar até 9 milhões de toneladas por ano (totalizando 18 milhões de toneladas por ano).

Mas o impacto do projeto não se limita à concessionária. Com a transferência de cargas das estradas para os trilhos, o acesso rodoviário ao cais acaba sendo facilitado.

Concorrência

De acordo com o superintendente do núcleo de produção de São Paulo da MRS, o processo licitatório, para a escolha da empresa que fará o plano de engenharia do sistema de correias, deverá ser concluído no próximo mês. ‘‘A rigor, não precisaríamos fazer uma licitação, mas havia muitas empresas interessadas e não tinhamos uma concepção de projeto finalizada, o que foi bom para termos outras análises técnicas. Agora, estamos na fase de análise das propostas. Depois, vamos pedir a licença ambiental’’.

Pela projeção de Lourenço, até o final deste ano, o projeto deverá ser autorizado ambientalmente. Assim, já no início do próximo ano, a concessionária ferroviária poderá dar início às obras. ‘‘Vamos pedir a licença para começar a pensar na parte financeira, em financiamentos para a obra’’.

Lourenço estima que, se a construção começar em janeiro, em um ano e meio o sistema estará apto a operar. ‘‘Aí vamos poder chegar a 18 milhões de toneladas movimentadas nos dois ramais, tanto na cremalheira como na correia transportadora’’.

A concessionária ainda não sabe quanto o empreendimento irá custar, afirmou o superintendente. Ele disse que ainda não há uma avaliação pois as propostas estão sendo estudadas. Em entrevista à A Tribuna, em 1º de junho deste ano, o presidente da MRS, Júlio Fontana Neto, avaliou que US$ 70 milhões serão necessários preliminarmente para a obra.



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Fonte: Jornal A Tribuna

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