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Trens ganham participação nas cargas

A participação do transporte ferroviário na matriz de cargas brasileira cresceu 9 pontos percentuais desde a privatização da malha, em 1996. Na época, as ferrovias eram responsáveis pelo transporte de 16% das cargas brasileiras, contra 25% no ano passado. Segundo números divulgados ontem pelo Ministério dos Transportes, a carga transportada passou de 345,2 milhões de toneladas em 2003 para 388,8 milhões de toneladas em 2005.


O Brasil tem uma malha ferroviária insuficiente e incompatível com as riquezas produzidas aqui. Mas o setor está sendo revitalizado e em crescimento gradual, afirmou o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio de Oliveira Passos.


O montante de investimentos do setor privado cresceu acima de 70% por ano desde 2003. No ano passado, foram R$ 3,3 bilhões contra 1,8 bilhões do ano anterior. Neste ano, o governo irá iniciar uma série de obras que podem elevar a participação das ferrovias para 30% da matriz. A previsão é que, até agosto, seja lançado o edital para subconcessão da Ferrovia Norte-Sul, que terá 619 quilômetros. Atualmente, a estatal Valec Engenharia é concessionária da ferrovia. Segundo modelo anunciado pelo ministro, a subconcessionária irá operar a ferrovia e financiar a construção de novos 350 quilômetros, que serão feitos pela própria Valec.


O modelo de licitação para a escolha da concessionária já está pronto e será enviado para o Tribunal de Contas da União até o fim do mês, avisou o ministro.

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Estão previstas ainda a construção do contorno de Cachoeira a São Félix (SC), com investimentos de R$ 130 milhões, e de São Francisco do Sul (SC), que custará R$ 30 milhões ao governo.


MRS Logística


A MRS Logística é a primeira ferrovia no Brasil a obter o licenciamento ambiental de sua malha, concedido pelo Ibama. A empresa é concessionária da malha sudeste, ferrovia de 1.700 quilômetros que passa pelos estados de SP, RJ e MG.


Pela legislação brasileira, todo empreendimento precisa de licença ambiental para operar. Como a ferrovia já estava em operação como estatal muito antes da existência da própria legislação ambiental, a companhia decidiu, voluntariamente, se adequar às normas.


Em 2000, a MRS procurou o Ibama para iniciar o processo com o objetivo de obter a licença. Por ser uma empresa com operações em mais de um estado, a competência para certificar a empresa é do Ibama.


Em 2005, a empresa transportou 108,3 milhões de toneladas de carga.

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Fonte: Gazeta Mercantil

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