O governador Sérgio Cabral vistoriou na manhã desta segunda-feira as obras da estação do Metrô General Osório, em Ipanema. Após sua visita às obras, o governador inaugurou o relógio com a contagem regressiva para a inauguração da estação. O relógio fica na esquina das ruas Professor Gastão Baiana e Barata Ribeiro.
No relógio há a indicação de que faltam 844 dias para a conclusão da obra. Segundo o governador, ainda falta escavar mais 1.100 metros de túnel. Em quatro meses, o trabalho avançou 379 metros As obras começaram há quatro meses.
– Agora, não tem mais desculpa. Agora tem um relógio contando o prazo da obra. Essa obra é uma prioridade do governo – comentou Cabral.
Quando for concluído o trecho até a Praça General Osório, a linha 1 passará a ter 21 quilômetros, desde a Praça Saens Peña, na Tijuca, na Zona Norte. A obra está orçada em R$ 308 milhões (80% com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES).
A parte mais complexa da obra e a que vai consumir mais tempo de trabalho será a abertura da estação, com 140 metros de extensão, que é mais larga e alta que os túneis, por causa das plataformas de embarque e desembarque. Neste ponto serão escavadas quatro camadas de rocha sob o morro do Cantagalo, num total equivalente a 560 metros de túneis.
O metrô de Ipanema poderá ter três acessos: na Rua Jangadeiros, em Ipanema; na Rua Sá Ferreira, em Copacabana; e na Rua Teixeira de Melo, também em Ipanema (este ainda em estudo).
– Nós temos uma previsão de mais de 50 mil usuários por dia. Será uma grande estação, com um fluxo grande de passageiros – afirmou o secretário estadual de Transporte, Júlio Lopes.
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Insegurança durante a obra
No início do mês, o jornal ´O Globo´ noticiou que moradores de Ipanema reclamam dos tapumes do metrô, que impedem o trânsito e reduzem as calçadas a uma pequena faixa na Rua Jangadeiros. Os tapumes ficarão até o fim das obras, em 2009. Moradores reclamam da insegurança provocada pelo estreitamento da via. Na esquina com a Rua Barão da Torre, por exemplo, o corredor limitado pelos tapumes e pelo muro da Escola Municipal Marília de Dirceu é evitado à noite pela população.
Na ocasião, o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, pediu aos moradores que procurassem a ouvidoria na General Osório para reclamações. E prometeu ser o interlocutor entre os moradores e a PM.
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