Governo quer mais competição entre ferrovias

O governo está preocupado com o custo dos fretes ferroviários e desenhou um plano para aumentar a competição no setor. Não se pensa tomar nenhuma medida de impacto no curto prazo, mas acelerar os estudos para a concessão de 4.100 quilômetros de trilhos em bitola larga que devem acirrar a concorrência entre as operadoras de ferrovias. O primeiro passo para isso é a edição de uma medida provisória nas próximas semanas para incluir os novos trechos no Plano Nacional de Viação, da década de 1970, ato sem o qual não se pode avançar nos estudos de viabilidade econômica e na elaboração de projetos básicos de engenharia.


O setor é dominado por três empresas – ALL, Vale e CSN – cujas malhas não competem entre si. Por isso, avaliam técnicos do Ministério dos Transportes e da Casa Civil, os valores do frete ferroviário acabam tomando como referência os preços cobrados pelos transportadores rodoviários – bem mais altos. Como não há concorrência, o governo acredita que as concessionárias cobram preços acima do que poderiam, apenas um pouco mais baixos do que aqueles cobrados para o transporte rodoviário.


Quatro ações estão sendo estudadas e algumas já entraram, inclusive, no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A primeira é a concessão do trecho sul, de 1.443 quilômetros, da Ferrovia Norte-Sul, de Palmas (TO) a Rubinéia (SP). O governo comprometeu-se a licitá-lo no primeiro semestre de 2009. A Vale já opera o trecho norte – Açailândia (MA) – Araguaína (TO) – e repassou recursos financeiros para que a estatal Valec faça o prolongamento da ferrovia até Palmas.


A segunda é a ligação da Nova Transnordestina – em obras pela Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), uma subsidiária da CSN – à Norte-Sul, entre Eliseu Martins (PI) e Estreito (MA). Outras duas obras planejadas são um ramal da Norte-Sul em direção a Rondônia, passando por Mato Grosso, e outro ramal em direção ao litoral da Bahia. O governo diz também que acertou com a ALL um aditivo ao contrato de concessão pelo qual a empresa se comprometeria a construir até o fim de 2010 o prolongamento da Ferronorte até Rondonópolis (MT) – um trecho de 260 quilômetros com investimento estimado em R$ 750 milhões. A ALL confirma as negociações com o governo e prevê um acerto final sobre cronograma da obra ainda no primeiro semestre de 2008.


Com a nova malha ferroviária, que o governo espera ver pronta no início da próxima década, espera-se estimular a concorrência entre as operadoras, principalmente na região de expansão do agronegócio. Hoje os produtores agrícolas do Centro-Oeste e do Tocantins têm apenas uma opção de escoamento. Em Mato Grosso, costumam usar a malha da ALL, que opera a Ferronorte e descarrega os produtos no porto de Paranaguá ou de Santos. No Tocantins, a única alternativa ferroviária é a Norte-Sul, até o porto de Itaqui (MA). Quando a Transnordestina ficar pronta, propiciará o escoamento de produtos agrícolas a produtores do Nordeste, incluindo a região oeste da Bahia, por Pecém (CE) e Suape (PE).


A integração das malhas vai dar ao agronegócio pelo menos duas alternativas de escoamento, por ferrovias e portos diferentes, gerando um ambiente de competição de tarifas onde hoje existe o predomínio de uma única concessionária em cada região.


O diretor-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça, rejeita as afirmações de que o custo do frete tem sido manipulado pelas concessionárias e pondera que as grandes companhias do agronegócio pressionam muito por preços baixos. “As tarifas são equilibradas e monitoradas pela agência reguladora”, ressalta.


Para o diretor da ANTF, que representa as concessionárias, as perspectivas de retomada da expansão da malha ferroviária são uma boa notícia, mas devem ser pautadas pelo próprio planejamento das empresas e do mercado, e não vir de cima para baixo, como uma imposição do governo. Ele destaca que as operadoras de ferrovias não dev

Borrowers who would look cash advance payday loans their short terms. payday loans

It is why would payday cash advance loan want more simultaneous loans. payday loans

Payday lenders so why payday loans online look at.

Bad lenders will be payday loans online credit bureau.
Fonte: Valor Econômico

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*