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BNDES financiará ferrovia na Colômbia

A Camargo Corrêa e a Odebrecht receberão financiamento de US$ 650 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a construção de uma estrada de ferro entre o altiplano colombiano e o litoral atlântico do país, destinada a transportar carvão para exportação. Obra cercada de expectativa na Colômbia, que depende da ferrovia para exportar maior volume de carvão, com menor custo, à América do Norte e ao Brasil, a iniciativa já teve sinal verde das autoridades brasileiras e será divulgada com destaque durante o encontro dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Álvaro Uribe, neste fim de semana.


No começo da semana, Uribe comemorou o apoio brasileiro à obra. Falando a membros do conselho que prepara a comemoração do bicentenário da independência colombiana, em 2010, o presidente da Colômbia comentou que a ferrovia deverá ter ramais para a capital, Bogotá e para a região de Paz del Rio – onde se instala uma grande siderúrgica recentemente adquirida pela brasileira Votorantim. Essa localização leva analistas da Colômbia a acreditar que a empresa brasileira também poderá ter benefícios com a obra.


Uribe vem há tempos tentando viabilizar a construção da chamada Ferrovia del Carare, que tem o nome do porto pelo qual será escoado o carvão para as rotas do Atlântico. Cogitou até um consórcio de empresas de extração de carvão. O apoio do BNDES garantiu a realização da obra, que, como todas as realizadas com mais de 50% de financiamento estrangeiro na Colômbia, dispensa licitação.


O trecho a ser construído terá 212 quilômetros e a obra prevê, ainda, a remodelação de parte das linhas férreas, em um trecho que pode chegar a mais outros 200 quilômetros. As negociações entre Brasil e Colômbia prevêem que a ferrovia iniciará as operações com o transporte de 10 milhões de toneladas de carvão por ano, o mínimo para viabilizar economicamente a obra. Os colombianos esperam que a ferrovia chegue a transportar 40 milhões de toneladas por ano quando estiver operando com toda a capacidade.

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Fonte: Valor Econômico

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