Na noite de segunda-feira (28/07), os membros do Clube de Engenharia conheceram e aprovaram o projeto para a construção da Linha 1A do metrô, que ligará a Linha 2 à Linha 1 sem necessidade de desembarque na Estação Estácio. A apresentação foi feita pelo secretário de Transportes, Julio Lopes, na sede do clube, no Centro do Rio.
A ligação entre a Linha 1 e a Linha 2 será feita por via elevada de São Cristóvão à Central. O projeto, orçado em R$ 1,15 bilhão, tem como objetivo reduzir o intervalo entre os trens e aumentar a oferta de lugares nos carros. De acordo com a proposta apresentada, a Linha 1A não implicará em aumento de tarifa.
O secretário de Transportes explicou que o investimento vai aumentar a capacidade do sistema metroviário de 550 mil passageiros por dia para 1,1 milhão. Para isso, duas novas estações serão construídas – Cidade Nova e Uruguai – e mais 114 carros, com novo layout interno, serão adquiridos para dar maior conforto aos usuários. Todos os trens da Linha 2 passarão a ter seis carros.
– Os trens na Linha 1A passarão a circular com intervalos médios de dois minutos até Botafogo. A construção da Linha 1A irá permitir que o passageiro vá da Pavuna a Botafogo sem precisar fazer baldeação e com redução de seis minutos no tempo de viagem. Apenas quem for para a Tijuca, nas estações Afonso Pena, São Francisco Xavier e Saens Peña, ou vier das estações de Copacabana terá que fazer a baldeação – informou Julio Lopes.
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Pesquisa de opinião encomendada pela secretaria de Transportes ao Ibope no ano passado indicou que 93% dos entrevistados eram a favor da realização do projeto da Linha 1A. Segundo o secretário de Transportes os metrôs mais importantes do mundo, como o de Nova Iorque, Londres e Paris, utilizaram soluções semelhantes a que será adotada no Rio.
Julio Lopes aproveitou o evento no Clube de Engenharia para tratar de outro assunto relacionado ao transporte público: a gratuidade, concedida aos estudantes da rede pública de ensino, aos maiores de 65 anos e aos portadores de necessidades especiais e de doenças crônicas. O secretário de Transportes revelou que, a partir do ano que vem, pela primeira vez, a liquidação do pagamento das gratuidades será inserida no orçamento do estado.
– Quem paga as gratuidades são os cidadãos que moram mais longe, geralmente com renda mais baixa. Para começarmos a organizar o sistema, é necessário que o pagamento das gratuidades seja regulamentado. Como ainda não podemos realizar o valor total do pagamento, o governo sugeriu que 50% sejam pagos pelo estado e os outros 50% sejam pagos por meio da compensação de imposto. Ao longo de 2009, será realizada uma auditoria em todo o sistema de gratuidade do Rio – garantiu Julio Lopes.
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