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Deputados pedem documentos sobre caso Alstom

O ministro Tarso Genro (Justiça) deve pedir autorização à Justiça suíça para liberar os documentos sobre o caso Alstom para a Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara, segundo o deputado Ivan Valente (PSOL-SP). Valente e Jilmar Tatto (PT-SP) pediram hoje a Tarso que intervenha no processo de liberação de dados.


Os deputados querem ter acesso às informações relativas às denúncias sobre o suposto pagamento de US$ 6,8 milhões a políticos para ganhar a licitação de US$ 45 milhões do Metrô de São Paulo na gestão tucana. Contratos fechados pela Alstom com outras estatais paulistas – como a Eletropaulo – também estão sob suspeita.


Há várias informações que já foram expostas, mas nós precisamos ter acesso a elas e aprofundar as investigações. Dar continuidade ou não depende também das novidades que surjam a partir desses documentos que nós esperamos receber, disse Valente.


Em maio, o Wall Street Journal revelou que a França e a Suíça tinham documentos mostrando que Alstom teria pagado a políticos para ganhar uma licitação. Contratos fechados pela Alstom com outras estatais paulistas – como a Eletropaulo – também estão sob suspeita.

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Valente disse que um dos argumentos para a liberação dos documentos é que a quebra de sigilo sobre o processo ocorreu na Europa com a divulgação dos dados pelo jornal Wall Street Journal.


Depoimentos


A Comissão de Desenvolvimento e Comércio da Câmara marcou para o dia 6 de agosto – na primeira semana de retorno das atividades legislativas após o recesso – uma série de depoimentos sobre o caso. Deverão ser convidados o promotor Silvio Marques e o procurador Rodrigo de Grandis, que acompanham o caso.


Valente disse que há um esforço para que o representante da empresa no Brasil também compareça à audiência. Em junho, uma sessão que reuniria Thibault Desteract, interino da Alstom no Brasil, Marques, De Grandis e mais o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, foi cancelada porque o representante da Alstom disse que estaria fora do Brasil no dia da reunião.


Agora estamos tendo uma certa dificuldade em conseguir falar com ele [o representante da Alstom], disse Valente. Mas vamos insistir.


Investigações


A Alesp (Assembléia Legislativa de São Paulo) arquivou uma CPI que se destinava a investigar supostas irregularidades no processo de privatização da estatal paulista de energia.


A Alstom foi acusada de pagar propina para obter vantagens em contratos, mas não foi citada no relatório final.


 

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Fonte: Folha Online

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