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Empresa certificadora valida laudo do IPT

O Metrô de São Paulo recebeu certificado internacional que corrobora os procedimentos utilizados pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) na elaboração do laudo sobre as causas do acidente na estação Pinheiros, da Linha 4-Amarela. A empresa estatal contratou, por meio de licitação, a filial brasileira da empresa italiana Rina, especialista na emissão de certificações, para realizar a validação dos procedimentos do relatório do Instituto.


A Rina informou que o relatório do IPT atendeu aos requisitos demandados pelo Metrô e assegurou a conformidade do plano de trabalho do órgão.  O Metrô de São Paulo contratou o IPT para apurar as causas do acidente na estação Pinheiros em razão do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) assinado entre a Companhia, o Ministério Público e o Consórcio Via Amarela. O Metrô criou um Grupo de Trabalho para analisar o laudo emitido pelo Instituto.


O diretor de Assuntos Corporativos do Metrô, Sérgio Avelleda, se reuniu com o promotor responsável pelo inquérito, Alberto Hossepian, para informá-lo dos resultados da certificação do Laudo do IPT por parte do Rina e reiterou o compromisso do Metrô com a apuração das causas do acidente. O encontro ocorreu no dia 25 de julho, quando a certificação foi divulgada.


MP vai processar responsáveis por desabamento

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O Ministério Público de São Paulo confirmou que vai entrar com uma ação criminal contra o Consórcio Via Amarela, responsável pela construção da Linha 4 do Metrô, que liga o bairro da Luz, no centro da cidade, a Vila Sônia, na zona oeste. Funcionários considerados culpados pelo acidente serão processados. Em janeiro do ano passado, 7 pessoas morreram no desabamento de um canteiro de obras na futura estação Pinheiros, da linha 4. Os promotores paulistas afirmaram que os responsáveis pela construção não usaram um plano de emergência que poderia ter evitado a tragédia.


Segundo um estudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), concluído no mês passado, foram feitas mais detonações do que o previsto e não havia plano de emergência ou de risco na obra. O IPT apontou pelo menos 11 causas para o acidente, como uso de material inadequado, mudanças no sentido e na profundidade da escavação do túnel. Os responsáveis pelo Consórcio garantem que o plano de emergência foi entregue e avaliado pelo Metrô. Segundo o Consórcio, o plano foi colocado em ação e, mesmo com pouco tempo para agir, todos os trabalhadores do canteiro de obras foram retirados. O Consórcio contestou as conclusões do IPT e apontou o solo ruim como culpado pelo acidente, ocorrido em janeiro de 2007.


O promotor responsável pelas investigações no Ministério Público, Arnaldo Hossepian, se reuniu na manhã desta quinta-feira com o promotor da área de Habitação e Urbanismo, Roberto Carramenha, e com técnicos do IPT para esclarecer detalhes sobre o relatório do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Os promotores disseram que os planos de risco e emergência não foram executados.


– Durante as investigações do MP nós contatamos que, de fato, existia um plano de gerenciamento de risco, porém, só no papel. E a nossa obrigação, como promotores de Justiça, é fazer com que tudo o que está no papel seja implementado – disse Carramenha.


O MP aguarda agora a conclusão do laudo do Instituto de Criminalística (IC) e a análise da perícia feita no relatório do Consórcio Via Amarela, mas já está convencido de que até o final do ano deve apresentar denúncia à Justiça.


– Nós estamos convencidos de que responsabilidade existe no acidente de 12 de janeiro de 2007 e continuamos com o firme propósito de apresentar denúncia ao Poder Judiciário contra os responsáveis pela obra até o final deste ano. O judiciário deve dizer quem é culpado e quem é inocente – afirmou Hossepian.


 



 

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Fonte: Piniweb

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