A dois meses e meio das eleições, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), anunciou nesta quinta-feira que a prefeitura vai ampliar a validade do Bilhete Único (para transporte coletivo), passando de duas para três horas. Neste período, os passageiros poderão fazer até quatro viagens pagando por apenas uma, ou seja, R$ 2,30. A medida entra em vigor a partir do próximo dia 28 e vai beneficiar diretamente 6 milhões de usuários diários do Bilhete Único.
Kassab, que permanece em terceiro lugar nas pesquisas, com 11% das intenções de votos segundo o Ibope (uma queda de dois pontos em relação ao último levantamento) , disse ainda que “ações duras contra fraudes e os esforços da gestão possibilitaram que este benefício chega-se ao bolso dos paulistanos”.
Em março, a prefeitura ampliou o tempo de uso do bilhete para oito horas nos domingos e feriados. Durante este prazo, o passageiro pode realizar até quatro viagens de ônibus, pagando apenas uma. Uma semana depois, o governo municipal tornou mais rígidas as regras para a recarga do cartão para combater as fraudes. Em 2006, o Bilhete Único passou a ser aceito em todas as estações do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Eleitores não reconhecem Kassab
Os 28 meses à frente da prefeitura da maior cidade da América do Sul não foram suficientes para tornar a imagem de Kassab íntima do eleitor paulistano. O prefeito ainda sofre com a falta de conhecimento entre os moradores da cidade. Basta acompanhar um corpo-a-corpo do candidato pelos mais diferentes bairros para se deparar com eleitores confusos com a identidade do político alto, sempre de terno e gravata, cabelos escovados para trás e um sorriso meio tímido quando se vê obrigado a pedir votos ou fazer piada para aqueles que se arriscam a se aproximar, muitas vezes atraídos por assessores.
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