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LLX incrementa a oferta de ações de logística

A oferta de ações de empresas de transporte rodoviário, ferroviário e hidroviário, que formatam o setor de logística na Bovespa, ganha impulso hoje com o início das negociações da companhia LLX Logística, resultado da cisão da MMX Mineração e Metálicos, do empresário Eike Batista. A reorganização no grupo controlador, o EBX, gerou ainda a IronX Mineração, que também inicia negociação hoje, ambas no Novo Mercado.


A LLX quer explorar a logística portuária através da implantação e exploração inicial de três complexos na região Sudeste do País, sendo dois “super portos” (Porto do Açu e Porto Brasil), com extensas áreas contíguas e dimensionados para a movimentação de navios de grande porte, e o terceiro de porte médio (Porto Sudeste).


Para cada ação detida na MMX, o acionista receberá uma ação da LLX. A estréia acontece num momento econômico favorável à atividade, mas com papéis do setor em desvalorização e, apesar de constarem na listagem da Bovespa oito empresas de logística (ALL, Log-In, Trevisa, Tegma, MRS, Ferroban, Ferronorte e Grucaí), a opção para os investidores fica restrita a quatro com ações negociadas. Se descontadas aquelas sem liquidez, restam apenas ALL e Log-In.


A América Latina Logística (ALL), que controla a Ferroban e a Ferronorte, é a maior operadora logística da região. No primeiro trimestre, a companhia atingiu um volume consolidado de 7,9 bilhões de TKU (toneladas por quilômetro útil, principal medida de capacidade do segmento), crescimento de 14% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo 7 bilhões de TKU em solo brasileiro.

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A operação na Argentina teve retração, devido às greves contra o aumento das taxas de exportação, que bloquearam as rotas ferroviárias e rodoviárias por três semanas. Aliado à volatilidade das bolsas, resultam numa desvalorização das units (combinação de ordinárias e preferenciais) de 13,12% no ano.


Analistas que acompanham o setor acreditam que o desempenho operacional deve se sobrepor à oscilação da bolsa em meados de 2009. A equipe de análise do Goldman Sachs acredita numa valorização de 35,47% para ALL, com preço-alvo de R$ 27. Na sexta-feira, era negociada a R$ 19,93.


“A ALL tem um fator muito positivo que é o crescimento recorde das safras agrícolas. Apesar de ter caído junto com o mercado desde o início da crise americana, a companhia vem melhorando a operação com redução de acidentes, integração de malha ferroviária e rodoviária e investimento para escoar a carga diretamente nos portos”, diz o analista Daniel Gorayeb, da corretora Spinelli.


No primeiro trimestre, a unidade agrícola cresceu 19,3%, com o incremento de 271% na movimentação de trigo e 93% em açúcar. Apesar da pressão do custo do preço do diesel, Gorayeb afirma que a empresa acaba se beneficiando em relação às demais opções de transporte de carga. “O trem fica mais competitivo que o caminhão.”


De transporte hidroviário, a lista se limitava à Log-In e Trevisa, mas esta última tem baixa liquidez (negociação diária média de R$ 63 mil). Com gestão e controle da Vale, a Log-In tem preço-alvo de R$ 18 dado pela Spinelli, sendo que na sexta-feira a ON era negociada a R$ 11,50. Gorayeb destaca que a Log-In tem investido forte em navios de cabotagem e se beneficia do crescimento do transporte de contêiners, devido ao aquecimento da corrente de comércio brasileira, seja na importação ou exportação.Na área rodoviária, a Tegma é única representante, mas não tem negociação diária. Já Grucaí, controlada pelo fundo Ralph Partners e sócios como Antonio Carlos Bonchristiano (leia-se GP), e a MRS, que pertence a siderúrgicas e mineradoras, não têm ações em circulação.

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Fonte: Gazeta Mercantil

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