Durante dois anos, o Metrô irá acompanhar 30 pessoas que utilizam transporte público e verificar se, nesse período, houve melhora no tempo e conforto da viagem. O projeto, chamado Adote um Usuário, foi lançado neste domingo no Centro de Controle Operacional do Metrô, na Aclimação, Zona Sul da capital. O monitoramento será mensal e feito por meio de pesquisas e encontros periódicos. O acompanhamento dos voluntários também teve início ontem.
O objetivo do programa é medir o grau de satisfação do passageiro com foco na redução do tempo gasto durante o seu deslocamento. A prioridade é para gente que usa mais de um tipo de transporte, como trem e ônibus, por exemplo.
Ontem, durante o primeiro encontro entre voluntários e funcionários do Metrô, os passageiros puderam expor alguns problemas do sistema e tirar suas principais dúvidas.
O grupo de voluntários foi formado com base nos diversos perfis de passageiros do transporte público. Foram reunidos adultos, idosos e estudantes de classes sociais e necessidades distintas para o projeto.
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O dia-a-dia deverá ser relatado a um monitor, com o qual o passageiro manterá contato até 2010. Problemas como falta de lixeiras até superlotação das linhas e dificuldade de integração entre os meios de transporte serão abordados.
– Queremos entender o impacto dos nossos esforços para melhorar o transporte público em São Paulo, pela ótica do passageiro – afirma Marcello Borg, gerente de comunicação do Metrô.
Com o pacote de medidas a serem implementadas pelo Plano de Expansão da Secretaria dos Transportes Metropolitanos até 2010, a previsão é de que haja redução de 25% do tempo gasto com deslocamento.
Para chegar a esse índice, o número de passageiros do Metrô e da CPTM deverá crescer em 55% na medida em que ficarem prontas as novas linhas de trens e metrôs.
O plano é atingir 240 quilômetros de transporte sobre trilhos com a qualidade do Metrô. Desse total, 160 quilômetros serão da CPTM. O investimento é de R$ 17 bilhões.
A compra de novas composições também deverá agilizar o transporte dos passageiros. Dos cem novos trens, com seis vagões cada, 37 irão para a CPTM, que deve se transformar em metrô de superfície. Os vagões serão reformados e, entre outros itens adicionados, receberão ar-condicionado.
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