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Na ALL, capacidade ainda está acima da demanda

Em meio às dificuldades do setor de transporte rodoviário, a América Latina Logística (ALL) expandiu em quase 18% o volume transportado em sua malha ferroviária no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2007 – os dados relativos ao primeiro semestre serão divulgados nas próximas semanas. No ano passado, a carga transportada havia crescido 14% sobre 2006. Com sede em Curitiba, a companhia diz ter elevado consideravalmente a participação do transporte ferroviário no total de cargas de commodities que chegam ao Porto de Paranaguá – que subiu de 47% para 60% no primeiro trimestre.


Mas, enquanto as transportadoras rodoviárias sofrem para aumentar sua frota, a ALL garante não ter enfrentado dificuldades para dar conta do robusto crescimento da demanda. “A capacidade instalada da indústria de vagões no Brasil ainda está bem acima da demanda. E nós já havíamos nos planejado com grande antecedência, encomendado 250 vagões-tanque para o transporte de álcool em 2008, pois esperávamos o forte aquecimento dessa indústria”, diz Rodrigo Goulart Gomes, gerente de vagões da ALL.


Segundo ele, trabalho mesmo tiveram as oficinas de manutenção da empresa, que desde o ano passado trabalham perto de sua capacidade máxima. “Ao comprarmos a concessionária Brasil Ferrovias em 2006, herdamos uma frota morta de 5 mil vagões. Reformamos 1,4 mil no ano passado, e estamos reformando outros mil neste ano.”


Ampliação – Inaugurada há mais de uma década, a Ferroeste tem apenas 248 quilômetros e liga Cascavel a Guarapuava. Mas, se depender da vontade do governo estadual, terá cerca de 1,5 mil quilômetros até 2015, graças à construção de dois novos trechos – entre Cascavel e Foz do Iguaçu e de Cascavel até Maracaju (Mato Grosso do Sul). O segundo ramal a integraria à Ferrovia Norte-Sul e à malha da Região Centro-Oeste.

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Anunciado em junho, o plano da Ferroeste depende de investimentos de R$ 3,2 bilhões para se concretizar, valor que a empresa pretende financiar junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Por enquanto, a única definição foi a formação de um grupo de trabalho formado por representantes do governo paranaense e do BNDES, para discutir “as alternativas de modelagem econômico-financeira”, segundo a Agência Estadual de Notícias.


Enquanto a obra bilionária não sai, um projeto bem mais modesto, que terá recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e dará maior agilidade ao transporte entre a região central do estado e o Porto de Paranaguá está em discussão há anos. Mas não sai do papel por divergências entre o governo do estado e a ALL. Trata-se da construção do ramal Guarapuava-Ipiranga, para o qual estão previstos R$ 540 milhões. No último balanço do PAC, de março, consta que a obra está no estágio de “ação preparatória”.

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Fonte: Gazeta do Povo (PR)

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