Um projeto inédito no mundo pode ser a solução para melhorar o trânsito nas grandes cidades. Apresentado nesta quarta-feira no encontro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Unicamp, em Campinas, o trem voador vira opção de transporte público. Além de ser mais barato, o trem não gera poluição.
A quantidade de carros que circulavam no Estado até junho desse ano era de 18.221.712. Porém, a cada mês, esse número aumenta consideravelmente. Só nas ruas de Campinas, 5 mil novos veículos circulam a cada mês. Em 1997, eram 395.800 carros. Atualmente esse número saltou para 630.984 automóveis.
Especialistas incentivam uma solução no uso de transporte coletivo. Porém o cientista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Richard Stephan, vai mais longe: propõe um trem voador. Já existem projetos parecidos na Europa e na Ásia, mas a técnica brasileira é inédita no mundo. O trem voador não emite poluentes e custa um terço mais barato que o metrô convencional. “Meu veículo é mais silencioso e precisa de menos energia para se locomover”, diz o cientista.
O estudo é baseado em uma propriedade física conhecida por diamagnetismo. Condutores de cerâmica são ativados por nitrogênio líquido a menos de 200 graus Celsius e, em contato com a base de imã, ganha poderes magnéticos que fazem vagões inteiros levitar. “Pretendemos usar um veículo que não precise de um ponto de apoio, ou seja, rodas e trilhos”, explica Stephan. O trem brasileiro é melhor do que os projetos estrangeiros, pois ele se mantém sozinho sobre os trilhos e não precisa de nenhum equipamento para corrigir sua trajetória.
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
Os pesquisadores aguardam recursos para testar o veículo em tamanho real. A proposta é começar por uma linha experimental de 100 metros que custará em torno de 5 milhões de reais. “O trem voador será um propulsor de tecnologia e desenvolvimento para o nosso país. Vale a pena tentar”, justifica Stephan.
Seja o primeiro a comentar