O 1º Seminário Técnico Internacional, promovido pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), debateu na manhã desta quinta-feira (03/07) mecanismos para melhorar os transportes públicos urbanos através do intercâmbio tecnológico, operacional e de gestão entre Brasil e França. O seminário faz parte de um Convênio de Cooperação Técnica assinado entre a CBTU, a RTPA (Régie Autonome des Transports Parisiens) e a Fundação de Coordenação de Projetos, Pesquisas e Estudos Tecnológicos (Coppetec).
O Diretor de Planejamento Expansão e Marketing da CBTU, Raul de Bonis, disse na abertura do evento que o convênio é o primeiro passo para o intercâmbio de informações entre os dois países visando a melhora do sistema de transporte no Brasil.
– Estamos vendo o início de um trabalho de parceria. Nós vivemos as conseqüências de um crescimento urbano que produziu nos grandes centros dificuldades enormes para o transporte. A questão do desenvolvimento do país passa pelo desenvolvimento das grandes cidades e do sistema de transporte de massa. É preciso criar um melhor sistema de integração entre os modais para que o Brasil inicie uma nova etapa na questão dos transportes urbanos – frisou o diretor da CBTU.
O secretário de Transportes, Julio Lopes, destacou a importância das relações internacionais e disse que o governo do estado tem feito diversos contatos e intercâmbio com diversos países, que são referência em transportes. Ele ressaltou, ainda, a infra-estrutura do sistema de transportes francês. – A França não só inventou os transportes, mas preservou a sua importância e promove o seu desenvolvimento permanente. Isto resultou na criação do mais complexo e integrado sistema de transporte do mundo. O governador Sérgio Cabral tem dado enorme importância aos contatos internacionais, como o novo contrato das fábricas da Michelin e da Peugeot.
O diretor da RTPA, Thierry Lansier, mostrou como Paris reestruturou seu sistema de transporte público. Para ele, a população parisiense se concentrou fora da capital francesa, o que obrigou o governo a estruturar melhor o transporte.
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– Em qualquer lugar de Paris você está a 500 metros de distância de uma estação de metrô, que representam 60% do volume de passageiros. Os trens são automáticos e não precisam ser guiados por um maquinista. Nós passamos a nos deslocar por mais tempo, mas por muito mais quilômetros. A rede sai do centro de Paris para fora – explicou Thierry.
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