33ª Edição · Prêmio Revista Ferroviária
Vote no Prêmio RF 2026!
Faça parte do Colégio Eleitoral
Clique e Cadastre-se
revistaferroviaria.com.br

Arcelor aplica US$ 1,8 bi em minério no País

O grupo ArcelorMittal, maior produtor de aço do mundo, investirá US$ 1,8 bilhão no Brasil para reforçar a sua posição em minério de ferro, buscando, com isso, assegurar parte do suprimento de sua principal matéria prima. Uma fatia de US$ 850 milhões está sendo desembolsada agora na aquisição das jazidas pertencentes à London Mining, localizadas em Itatiaiuçu (MG), e na compra de uma ampla área portuária em Mangaratiba (RJ). O restante dos recursos vai sustentar a expansão futura da mina e a instalação de um terminal de exportação dimensionado, inicialmente, para cerca de 10 milhões de toneladas ao ano. 


“O interesse é constituir uma posição segura para a produção de aço, abastecendo nossas usinas da Europa, e vender eventualmente no mercado”, afirmou Rony Stefano, diretor de fusões e aquisições do grupo para América Latina. A compra da London Mining, anunciada ontem, somou US$ 810 milhões – considerando US$ 46 milhões em dívidas assumidas na transação. Com produção prevista para este ano de 3,8 milhões de toneladas, a mina receberá aporte de US$ 700 milhões nos próximos três anos para alcançar o volume de 10 milhões de toneladas anuais. 


O preço pago pela ArcelorMittal foi nove vezes superior ao valor de US$ 89 milhões que a London Mining desembolsou em maio de 2007 para assumir o controle das jazidas da mineradora Itatiaiuçu. “Desde aquela época, o preço do minério de ferro aumentou 65%. Além disso, a London Mining investiu em pesquisas, identificando reservas bem superiores às previstas inicialmente, que passaram de 260 milhões para 1,059 bilhão de toneladas”, disse Stefano. 


O plano da ArcelorMittal é exportar praticamente toda a produção extraída na região de Serra Azul, podendo destinar parte ao suprimento da usina do grupo em Juiz de Fora. Para amparar os embarques ao exterior, a siderúrgica comprou, por US$ 40,5 milhões, 80% da área portuária pertencente à canadense Adriana Resources no Estado do Rio de Janeiro. Adquiriu, ainda, 19,9% do capital da Adriana Resources, o que lhe dará 84% do controle do projeto portuário a ser desenvolvido em área de 857,5 mil metros quadrados. 

As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.

Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.

Assinar agora

A expectativa da siderúrgica é começar a construção do terminal portuário no fim do ano e exigirá investimento de US$ 250 milhões. A previsão é colocar o porto em funcionamento 24 meses depois, com capacidade de 10 milhões de toneladas anuais. 


Mas colocar o porto em operação em Mangaratiba não será tão simples. O projeto do terminal portuário teve parecer técnico e jurídico da FEEMA contrário, principalmente por envolver construção em área de proteção ambiental. Cabe recurso e, nesse caso, ele será encaminhado pelo órgão ambiental do Estado do Rio à Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA), da Secretaria de Meio Ambiente. O projeto prevê capacidade inicial de embarque de cinco milhões de toneladas de minério de ferro ao ano, podendo chegar a 50 milhões de toneladas anuais. 


O volume de embarque de 10 milhões de toneladas por ano, no entanto, vai aumentar, porque os planos da ArcelorMittal contemplam não apenas a produção de Itatiaiuçu, mas também as jazidas da Pirâmide (Corumbá), da qual o grupo detém 49%, e as da Andrade – mina do grupo localizada próxima a Itabira (MG) e arrendada atualmente à Companhia Vale do Rio Doce. 


A Pirâmide passa por levantamento geológico, mas no padrão atual sua produção sairá de 600 mil para 1,2 milhão de toneladas em 2009. A Andrade, por sua vez, terá a capacidade ampliada de 1,4 milhão para 5,6 milhões toneladas em dois anos. Com esses projetos, a ArcelorMittal vai extrair em suas minas brasileiras pelo menos 16,8 milhões de toneladas por volta de 2010. 


“Nossa meta é ter 75% de nossa demanda global de ferro abastecida por minas próprias”, afirmou Stefano. O grupo consome atualmente 70 milhões de toneladas anuais, das quais 50 milhões são supridas por minas próprias, o que representa cerca de 71%. 



 

Borrowers who would look cash advance payday loans their short terms. payday loans

It is why would payday cash advance loan want more simultaneous loans. payday loans

Payday lenders so why payday loans online look at.

Bad lenders will be payday loans online credit bureau.
Fonte: Valor Online

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*