A projeção de R$ 80 bilhões em desembolsos este ano, por parte do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), deverá ser ultrapassada, estimou nesta quinta-feira o presidente do banco, Luciano Coutinho.
Ele disse que discutirá a elevação do orçamento na próxima reunião do Conselho de Administração, marcada para a próxima segunda-feira, mas não especificou o valor adicional que o banco pretende acrescentar no orçamento.
“Em geral, o segundo semestre é sempre um pouquinho mais forte. É possível que a demanda ultrapasse os R$ 80 bilhões. Já temos recursos equacionados para os R$ 80 bilhões, e vamos negociar [recursos com o Tesouro Nacional] ou captar mais para ultrapassarmos o teto”, afirmou.
Coutinho lembrou que o mercado está instável para captações, e a alta do juros torna a busca por crédito mais onerosa. Por isso, o BNDES vai esperar mais um pouco para tentar recursos desta forma.
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
Em relação ao aumento da arrecadação com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que são usados pelo banco, Coutinho explicou que o dado é positivo, mas insuficiente para preencher o volume adicional que o BNDES quer desembolsar.
No primeiro semestre deste ano, o BNDES desembolsou R$ 38,5 bilhões, volume recorde para o período. O grande destaque foi o setor de infra-estrutura, cujos projetos demandaram desembolsos de R$ 15,1 bilhões, o equivalente a 39% do total.
Indústria
A indústria manteve a liderança, com 42% do total (R$ 16 bilhões), mas deverá perder esse postos no final deste ano.
“É muito provável que a infra-estrutura passe a indústria no final do ano. Há um conjunto de projetos novos na área que impulsionarão os resultados do setor”, observou Coutinho. Ele destacou, entre outros, projetos ligados ao setor elétrico, como a construção de novas usinas e linhas de transmissão, de investimentos em rodovias, ferrovias e portos.
O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) teve impacto “muito importante”, avaliou Coutinho. Para o executivo, o programa está tendo a capacidade de mover os investimentos em infra-estrutura.
Os 170 projetos do PAC na carteira no banco, que estão em consulta, enquadrados ou aprovados, somam R$ 49,7 bilhões, sendo que o investimento total, chega a R$ 83 bilhões. Já estão aprovados e contratados R$ 34,7 bilhões, sendo R$ 23,3 bilhões somente em projetos ligados ao setor elétrico.
Seja o primeiro a comentar