A greve dos trabalhadores da Empresa Ferroviária do Piauí já dura sete dias sem uma sinalização de acordo entre empresa e empregados. Com isto, o abastecimento de combustível em Teresina começa a ficar comprometido. De acordo com o Sindicato dos Empresários do Setor de Derivados do Petróleo, 80% dos postos de combustíveis da capital poderão fechar nos próximos dois dias caso a greve continue, já que começa a faltar o produto nos estabelecimentos.
O consumidor também pode aguardar a alta no preço dos combustíveis. Alguns proprietários estão tendo que mandar buscar o combustível em São Luís, no Maranhão, para garantir a normalidade nas vendas e o preço do frete rodoviário deverá será embutido no preço do produto, podendo custar R$0,10 a mais ao bolso do consumidor.
“Diversos postos já nos informaram da falta de combustível e com continuidade da greve a situação só tende a agravar. A única saída é mandar buscar o produto no Maranhão”, disse Robert Athaíde, presidente Sindicato dos Empresários do Setor de Derivados do Petróleo. Ele, que é proprietário de postos de combustível na cidade, disse que já mandou buscar o produto fora para manter as vendas.
No início desta semana, apenas 25% do produto chegaram à capital, através dos trens da Transnordestina, antiga CFN (Companhia Ferroviária do Nordeste). De acordo com Claudionor Ferreira de Sousa, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias do Piauí, na última segunda-feira, chegaram apenas 10 dos 40 tanques de combustível que são entregues diariamente em Teresina e ele acredita que com isto o desabastecimento nos postos está bem próximo.
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