A candidata a prefeita do Rio pelo PC do B, Jandira Feghali, apresentou nesta sexta-feira (15) um projeto idealizado pelo engenheiro Celso Cunha, que faz parte de sua equipe de campanha, para, caso seja eleita, recuperar o terminal rodoviário da Pavuna, situado entre o município do Rio de Janeiro e a Baixada Fluminense.
“Essa região possui o menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da cidade. O abandono é evidente. Há uma necessidade de atendimento básico de saúde aqui, começando pela dragagem desse canal”, disse, apontando para um vale poluído que cruza o bairro e passa ao lado da rodoviária.
“O terminal não suporta mais o trânsito daqui e os ônibus param em qualquer rua. Temos um projeto para integrar o transporte, com trem, metrô e ônibus”, afirmou.
Jandira ressaltou a importância de integrar os vários modais de transporte para melhorar o fluxo de trânsito no local, que recebe o peso de veículos que chegam pela Linha Vermelha e pela Baixada Fluminense, além dos passageiros do metrô que se aglomeram por longas horas para conseguir embarcar em um ônibus.
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A candidata não soube precisar, no entanto, qual seria o valor dos recursos para executar a obra e em quanto tempo seria concluída. “Primeiro precisamos levantar a situação jurídica da empresa que administra o terminal, a partir de uma concessão da prefeitura”, disse.
O terminal da Pavuna é o ponto final de 20 linhas de ônibus, uma delas, municipal, que liga o bairro ao Centro do Rio. As outras são intermunicipais e a maioria dos passageiros vem da Baixada Fluminense. Ele atende 15 mil passageiros por dia.
Nas proximidades fica a Via Light, por onde passam os motoristas que saem da Baixada em direção ao Rio. São pelo menos 16 mil veículos por dia.
Na Pavuna também fica uma das mais movimentadas estações da Linha 2 do metrô, por onde circulam diariamente em média 60 mil passageiros. E perto há uma estação de trem, onde duas mil pessoas embarcam e desembarcam todos os dias.
As vias de acesso ao terminal estão esburacadas. Além do mau cheiro, o prédio da administração, onde também funcionam pequenos boxes, está todo pichado. Não há iluminação suficiente e as infiltrações e rachaduras se multiplicam na parede e no teto.
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