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Rota da Norte-Sul terá workshops

A Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento promove nos meses de agosto, setembro e outubro workshops (encontros de negócios) nos municípios que serão beneficiados com os trilhos da Ferrovia Norte-Sul. Segundo o secretário, Oton Nascimento, o objetivo das palestras nos encontros é aproximar empresários, poder público e empreiteiros que vão executar as obras ao longo da ferrovia. Petrolina abre a agenda que, além de técnicos da Seplan, terá a participação de monitores do Sebrae-GO e de agentes do Banco do Brasil. Em seguida os trabalhos serão realizados em Jaraguá, Rialma/ Ceres, São Luis do Norte, Uruaçu, Estrela do Norte, Porangatu, Pirenópolis, finalizando em Anápolis.


Oton Nascimento explica que as palestras objetivam demonstrar para a população dessas cidades que é possível, e de imediato, realizar negócios com as empreiteiras que estarão trabalhando com a Norte-Sul. Ele observa que a obra terá um volume de investimentos da ordem de R$ 1,5 bilhão, até o final de 2009, que é o prazo de construção da ferrovia.


“Este dinheiro será investido pelas empreiteiras na compra de peças, combustível, mão-de-obra – serão 7 mil empregos gerados em agosto, que vão permanecer até o término das obras -, além dos exames admissionais (hoje o Ministério do Trabalho exige uma série de exames para contratação de funcionários, e essas cidades não dispõem desses recursos)”, analisa. O secretário ressalta que restaurantes, bares e lanchonetes tendem a movimentar seus serviços com a oferta de alimentação para os 7 mil trabalhadores que irão tomar café-da-manhã, almoçar e jantar na região. “Uniformes, calçados, enfim, uma série de itens que, se não houver um trabalho de integração, as empreiteiras irão comprar em São Paulo”, finaliza.


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A Ferrovia Norte-Sul vai utilizar muitos insumos, como areia, brita, cimento. Numa medida que visa proteger o meio ambiente, os dormentes da ferrovia serão feitos de concreto. Duas fábricas estão sendo instaladas, sendo uma em Jaraguá e outra em entre Rialma para fazer dormentes. Para o secretário, além de realizar a aproximação do empreiteiro com a sociedade local, os técnicos trabalham para que no médio e longo prazo os micro, pequenos, médios e grandes empresários da região desenvolvam todas as potencialidades de negócios que a ferrovia vai proporcionar nas cinco estações de embarque da Norte-Sul: Anápolis, Jaraguá, Santa Isabel, Uruaçu e Porangatu.


Como exemplo da nova dimensão de negócios Oton Nascimento cita Jaraguá, que é hoje um grande pólo de confecções. “O mercado de Jaraguá não será apenas o mercado goiano e nacional, mas o mercado mundial, pois poderá mandar sua produção para o exterior pelos trilhos da Norte-Sul e pelo porto de Itaqui, no Maranhão. É preciso reunir com esses empresários para que estejam preparados para o mercado mundial,”, assinala.
 
O secretário informa que este mesmo trabalho no trecho norte da Norte-Sul será realizado também na parte sudoeste, nos trilhos que correm por Rio Verde, Santa Helena e São Simão. Outra frente de trabalho será realizada ao longo das cidades que serão cortadas pelo alcooduto, que terá início em Senador Canedo, cortando o Estado até Itumbiara. Maiores informações pelo telefone 3201-7810.


 


 


 


 


 


 


 
 
 


 


 


 

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Fonte: Goiás Agora

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