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Armazém da Cargill terá ligação com Porto de Paranaguá

O governo do Paraná que irá investir cerca de R$ 1,2 bilhão em uma nova fábrica, destinada ao processamento de milho, no estado, a Cargill obteve da América Latina Logística (ALL) a confirmação da implantação de uma nova extensão da linha férrea dentro do Pátio Desvio Ribas, em Ponta Grossa, no Paraná. A linha vai permitir a ligação do armazém da Cargill (antiga instalação da empresa Pedro Viana, na BR-376) ao Porto de Paranaguá e o transporte de milho e soja pela malha ferroviária.


De acordo com a Cargill, o trecho irá possibilitar que sejam transportados aproximadamente 200 mil toneladas de grãos por ano. A empresa não revelou o valor do contrato, mas a ALL informou que só em obras serão investidos R$ 320 mil. “O objetivo da ampliação é viabilizar o carregamento de grãos da Cargill para o Porto de Paranaguá”, informa a nota. A conclusão está prevista para julho.


No mês passado, a Cargill anunciou que escolheu o Paraná para implantar mais uma fábrica. No entanto, continua fazendo sigilo em torno do nome do município que receberá o investimento.


O que se sabe é que Ponta Grossa e Castro estão disputando a indústria, bem como Maringá, Londrina e Guarapuava. Ontem, a Cargill voltou a informar que ainda não escolheu a cidade paranaense, porém deve fazer o anúncio nas próximas semanas. A briga para receber a unidade pode ser explicada pelo valor que será investido: R$ 1,2 bilhão. Do total, R$ 350 milhões virão da Cargill e o restante de seis empresas – chamadas satélites. Elas irão receber e enviar subprodutos do processo produtivo da Cargill.

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Em nota distribuída para a imprensa, a Cargill explicou que a nova fábrica será destinada para o processamento de milho no Brasil. O material será usado na produção de soluções em amidos e adoçantes. O investimento é necessário “para acompanhar o crescimento da demanda de clientes no País, o que representará um aumento de 30% na capacidade de moagem de milho da empresa para a América do Sul”, informou. A empresa anunciou ainda que a planta fabril deve entrar em operação em 2013.


Pelo projeto, a indústria pode contar ainda com uma linha dedicada a novos ingredientes, derivados de milho, alguns totalmente inovadores para o mercado brasileiro.


Em Ponta Grossa, a Cargill analisa uma proposta de compra de uma área de 2,5 milhões de metros quadrados. Trata-se de uma propriedade rural. Já, em Castro, o prefeito Moacir Fadel diz apenas que a direção da empresa visitou vários terrenos, mas não fez indicações. O último contato entre o prefeito Pedro Wosgrau Filho e os diretores da multinacional aconteceu há menos de 10 dias.

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Fonte: DCI

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