Depois de anunciar que o primeiro leilão do trem de alta velocidade (TAV) terá as empresas envolvidas na área tecnológica da obra no ano que vem, Bernardo Figueiredo, presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), afirmou na última sexta-feira que o leilão que escolherá os concessionários que cuidarão da construção e manutenção da infraestrutura do TAV, entre Campinas (SP), São Paulo e Rio de Janeiro, se dará no início de 2014.
Segundo ele, o governo almeja participação ampla de construtoras estrangeiras nesta segunda etapa da disputa. “Queremos garantir o menor custo de construção e ter um processo competitivo”. O presidente da EPL afirmou não ver impedimentos à entrada de empreiteiras de fora do País na disputa da obra, e disse que se for preciso gerar condições para atraí-las, o governo vai fazê-lo.
Para aumentar a competição, o leilão de infraestrutura será fatiado, de maneira que um único grupo não fique responsável por toda a via – de 500 quilômetros de extensão. “Isso dá mais velocidade à obra e reduz o risco de contratação”, disse Figueiredo.
A etapa de audiências públicas acerca do edital que definirá a companhia que será responsável pela exploração do TAV começa a ser analisadas. Conforme o governo federal, as sugestões serão recebidas até o dia 24 de setembro, após o encerramento das sessões públicas realizadas em sete cidades: Brasília (DF), São José dos Campos, Aparecida, Campinas e São Paulo (SP), Rio de Janeiro e Barra Mansa (RJ).
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Confiança
Ao DCI, o consultor Cleveland Prates Teixeira, sócio-diretor da Pezco Microanalysis, ao falar sobre o conjunto de novas concessões em rodovias e ferrovias anunciado há alguns dias pelo governo federal, lembrou que o mais importante para que a iniciativa privada se disponha a investir em infraestrutura no País é a confiança no marco regulatório. “As regras não podem mudar no meio do jogo. Talvez esteja faltando ao governo federal uma maior capacidade de passar às empresas a sensação de que as normas deste pacote de investimentos são firmes e garantirão, no longo prazo, os investimentos que elas venham a fazer agora.”
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