Repaginado, TAV analisado por vários grupos estrangeiros

A primeira fase do leilão do trem-bala, prevista para 29 de maio de 2013, já está provocando a movimentação de interessados em fornecer a tecnologia e operar o sistema que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro.


Quatro empresas estrangeiras confirmaram à Reuters interesse em participar do certame: a japonesa Mitsui, a francesa Alstom, a canadense Bombardier e a espanhola CAF.


O diretor da Mitsui no Brasil, Kazuhisa Ota, disse que a empresa está formando um consórcio junto com outras grandes companhias japonesas, como Toshiba, Hitachi e Mitsubishi Heavy Industries, a quem caberia o papel de liderar a parte tecnológica do grupo.


Na opinião do executivo, a mudança no modelo da licitação, que separou a operação e a infraestrutura do trem de alta velocidade (TAV), foi bem-vinda. A visão é que, agora, as empresas estrangeiras detentoras de tecnologia ficam menos expostas aos riscos da obra civil do projeto.


“Essa modelagem nova resolve muita coisa, facilita as coisas”, disse Ota à Reuters.


O diretor-presidente da CAF no Brasil, Paulo Fontenele, condorda. “O risco da construção civil foi eliminado, porque o governo assumiu o risco… Estamos vendo (o leilão) com muita serenidade.”


A CAF e a também espanhola Renfe formarão consórcio para participar da primeira fase da disputa, e o grupo deverá ter parceiros brasileiros. “Estamos trabalhando, nossos estudos estão prontos. Estamos montando um consórcio a partir da Espanha”, afirmou Fontenele.


De acordo com ele, todo o material rodante a ser utilizado, caso o consórcio seja o vencedor, será fornecido pela CAF, que já possui uma fábrica de vagões em Hortolândia (SP). “Queremos fabricar (os trens) em Hortolândia e já estamos estudando a ampliação da fábrica.”


Já a francesa Alstom afirmou que há uma equipe “totalmente dedicada a analisar todo o pacote das condições, a fim de ter um posicionamento preciso sobre o projeto”.


“A Alstom tem intenção de seguir na sua parceria com a operadora nacional francesa SNCF e, neste âmbito, Alstom e SNCF reafirmam o interesse no projeto e vão continuar discutindo isso com todas as partes interessadas… a fim de ajudar a trazer a tecnologia de trens de alta velocidade para o Brasil”, disse a empresa por meio de sua assessoria de imprensa.


Outra companhia de olho no leilão é a canadense Bombardier, que acompanha “o processo de perto há alguns anos e quando a hora certa chegar anunciará o modelo da nossa possível participação”.


Para a Bombardier, o TAV que ligará os dois maiores centros urbanos brasileiros é essencial para o desenvolvimento econômico e social da região. A empresa avalia que o acesso entre Rio e São Paulo chegou ao limite pelos meios de transporte disponíveis.


Segundo uma fonte do governo que acompanha o tema, o leilão do trem-bala atrai ainda empresas da Coreia do Sul e da Alemanha, neste caso representada pela Siemens.


Procurada, a Siemens afirmou que não comentaria o assunto. Já a operadora alemã de ferrovias Deutsche Bahn disse não ter interesse em atuar como operadora no projeto. Porém, seu grupo de consultoria e engenharia, DB International, já atua no Brasil em projetos como a otimização das operações da SuperVia, no Rio de Janeiro.


“A DB International não é construtora ou operadora, ela assume consultoria profissional ou funções de controle em certas fases de projetos de construção… É possível que haja um papel de consultoria no consórcio no futuro”, afirmou a companhia.


O leilão do trem-bala deveria ter ocorrido em dezembro de 2010, mas a licitação foi adiada para abril de 2011 e depois para julho daquele ano.


Como nenhuma empresa ou consórcio entregou proposta naquela ocasião, o governo mudou o modelo da licitação, dividindo o projeto em duas partes.


Dúvidas


A presidente Dilma Rousseff é entusiasta do projeto, que tem investimento total estimado em 33,6 bilhões de reais e é prioridade no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


A versão final do edital do leilão da primeira fase do trem-bala ainda não foi divulgada, e por isso persistem algumas dúvidas a respeito das regras que permitirão ou não a presença de alguns grupos estrangeiros na disputa.


Para a escolha do operador do trem-bala, o governo incluiu algumas exigências qualitativas, como a necessidade de o operador já atuar há pelo menos 10 anos com o serviço de transporte de alta velocidade e não ter sido responsabilizado nesse período por nenhum acidente fatal em suas linhas.


“Temos que saber qual é a definição de ‘acidente’. É um atropelamento? Só saberemos quando sair o edital”, afirmou o professor do departamento de transportes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Telmo Giolito Porto.


Segundo a fonte do governo, que preferiu não se identificar, as novas regras deixam de fora um possível operador chinês para o projeto brasileiro.


A taxa interna de retorno do projeto deve ser de 6,32 por cento ao ano durante o prazo de 40 anos da concessão. A minuta do edital estabelece ainda tarifa-teto de 0,49 real por quilômetro percorrido, a ser cobrada na classe econômica no trajeto de 412 quilômetros entre as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro.


O critério para escolha do vencedor do leilão será o da melhor relação entre o valor de outorga oferecido pelo investidor e o menor custo de investimento que esse operador exigir para a construção da infraestrutura da ferrovia.


O leilão de infraestrutura está previsto para o início de 2014. O prazo máximo para a construção do trem-bala, segundo a minuta de edital, é 2020. Mas a meta do governo é ter a obra pronta em 2018.

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