Com metrô, imóvel no Sacomã sobe 147%

Nos últimos cinco anos, o distrito de Sacomã, na zona sul de São Paulo, ganhou um terminal de ônibus, uma estação de metrô, se valorizou e começou a se verticalizar. Segundo a empresa de pesquisas Geoimovel, desde 2007, foram construídas 41 novas torres residenciais na região -acima dos vizinhos Ipiranga (30) e Cursino (32).


Reforçado pela chegada da linha 2-verde, em janeiro de 2010, o preço de um imóvel novo no distrito subiu 147% nos últimos cinco anos (em São Paulo, a alta foi de 113%). Apesar do salto, o valor do metro quadrado -R$ 4.975- ainda é inferior ao da média da cidade (R$ 7.421).


“Vemos o potencial do Sacomã pela atratividade do preço dos imóveis”, diz o superintendente da imobiliária Lopes, Henrique Antônio.


Segundo João D’ Ávila, diretor-técnico da Amaral D’Ávila Engenharia de Avaliações, o distrito apresenta como vantagem boa infraestrutura de transporte e fácil acesso a importantes vias, como a rodovia Anchieta e a avenida do Estado. “Com o metrô, o local ganhou uma aparência mais moderna.”


Para Alexandre Tagawa, publicitário da construtora Eztec, que tem quatro empreendimentos na região, Sacomã está em ascensão. “Vai se valorizar ainda mais.”


Na divisa com a cidade de São Caetano do Sul, o distrito é conhecido por sediar Heliópolis, a segunda maior favela de São Paulo, com cerca de 60.200 moradores. Em todo o bairro há 81.300 pessoas que vivem em favelas ou em ocupações irregulares.


Para a auxiliar de enfermagem Dulcineia Carvalho, 37, que nasceu no local, a favela não é um problema. “Não acredito que o aumento da violência tenha relação com a favela. O maior problema do Sacomã é o preço dos imóveis. Não dá para pagar nem se eu trabalhar por duas encarnações”, brinca.

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