As ações do grupo de ferrovias América Latina Logística (ALL) caíram 4,57% ontem, para R$ 7,72. É a menor cotação do papel em três meses. O movimento do mercado ocorreu após a empresa divulgar os números operacionais do segundo trimestre, que ficaram abaixo do esperado.
Os analistas do Bank of America Merrill Lynch (BofA), por exemplo, esperavam crescimento de 3% em volume movimentado contra um ano antes, com Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) 7,4% maior. Já o Santander esperava Ebitda 8% maior. Mas a ALL apresentou números bem mais fracos. Contra um ano antes, o volume foi apenas 0,9% maior (para 11,3 bilhões de toneladas por quilômetro útil) e o Ebitda consolidado ficou praticamente estável – com alta de 0,2% (para R$ 579 milhões).
A ALL disse que os resultados nas ferrovias “foram menores do que o inicialmente esperado” devido à redução da demanda chinesa e outros problemas. “No decorrer do trimestre, a China reduziu bruscamente sua demanda por importação de grãos, cancelando em abril navios de grãos cuja atracação era esperada em nossos principais portos – Santos e Paranaguá – em maio e junho.”
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Com menor procura por transporte, a ALL teve de baixar os preços. “Enfrentamos no segundo trimestre um cenário bastante difícil de demanda, afetando os volumes transportados e os yields [tarifas] em toda nossa rede ferroviária”, afirmou a empresa. Os preços de frete no mercado spot no principal corredor da empresa – da região produtora de Mato Grosso ao porto de Santos (SP) – caíram 13% em comparação ao mesmo período de um ano antes. No Paraná e no Rio Grande do Sul, tiveram queda de 21% e 7% respectivamente.
A ALL informou também que o clima afetou suas operações. “As chuvas excessivas no mês de junho de 2014 interromperam diversos trechos ferroviários na região Sul do Brasil, restringindo as operações para o Porto de Paranaguá e São Francisco e interrompendo a rota de São Paulo ao Rio Grande do Sul por cerca de 10 dias”.
A companhia espera um cenário melhor no terceiro trimestre. “As exportações de grãos devem retomar seu curso normal e as exportações de açúcar pelo Porto de Paranaguá devem ser impulsionadas”, diz a ALL. Segundo a empresa, a operação nos portos deve melhorar em relação a 2013. “As restrições que tínhamos nos principais terminais de grãos foram solucionadas. Adicionalmente, nosso terminal de Rondonópolis [no Mato Grosso] está pronto para operar na capacidade plena, diz.
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