Em dez anos, mais ricos adotaram o meio de transporte sobre trilhos na grande de São Paulo. É o que revela a pesquisa Origem Destino 2017, divulgada pelo Metrô.
Entre os que ganham mais de R$ 11 mil, o total de viagens feitas de carro caiu 49%, enquanto no metrô houve um aumento de quase 6% nesta faixa de renda.
A população de menor renda migrou para o carro e também para o transporte individual pago, aquele do aplicativo. Em 2007, o número de viagens de táxi realizadas por pessoas com renda de até R$ 1900 era de 9 mil por dia. Em 2017 esse valor saltou para 53 mil.
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
Os transportes motorizados também foram predominantes nas viagens diárias em todas as faixas de renda, crescendo na medida em que aumenta o valor, chegando a representar 80% das viagens na população mais rica.
Nas faixas de menor renda, notou-se a diminuição no uso do transporte coletivo.
Quem ganha entre R$ 3800 e R$ 7600 apresentou maior mudança nos hábitos de transporte. As viagens individuais nesta faixa de renda cresceram oito pontos percentuais em relação ao total de viagens no período de 10 anos.
O estudo Origem e Destino é feito a cada década para entender como funciona o deslocamento na cidade e na região metropolitana.
*Com informações da repórter Marcella Lourenzetto
Seja o primeiro a comentar