Randon tem melhor receita da história

A Randon obteve receita líquida de R$ 1,28 bilhão no quarto trimestre do ano passado, alta de 6% no comparativo com o mesmo período de 2018. Em 2019, o faturamento da companhia cresceu 19,5%, chegando a R$ 5,1 bilhões. Este, segundo o presidente da companhia, Daniel Randon, é o melhor resultado da história do grupo, que completou no ano passado, 70 anos.

“Apesar do PIB (Produto Interno Bruto) ter sido bem aquém do esperado, os setores em que atuamos apresentaram crescimento da atividade. Isso impulsionou os nossos ganhos”, disse o executivo, ao Valor.

O lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu no quatro trimestre, passando de R$ 124,61 milhões para R$ 160,62 milhões, alta de 28,9%. Assim como na receita líquida anual, o ebitda também foi recorde, conforme Randon. No ano passado, o ebitda da companhia foi de R$ 690,17 milhões, elevação de 23,4%.

Pelos resultados financeiros, a empresa lucrou R$ 52,87 milhões no quarto trimestre de 2019, o que resultou em aumento de 49,2%. Já no ano o lucro líquido alcançou R$ 247,61 milhões, alta de 63,2% no comparativo com 2018.

“Historicamente, os melhores trimestres para a nossa atividade são o segundo e o terceiro. Os três últimos meses do ano têm mais paradas de produção, com férias coletivas. Mas, mesmo assim, nossas operações apresentaram resultados importantes”, disse o diretor financeiro, Paulo Prignolato.

Prignolato disse que as exportações para a Argentina foram responsáveis pela queda nas vendas externas do grupo no ano passado e no último trimestre de 2019. A Randon, no quatro trimestre, exportou US$ 51,7 milhões, queda de 6,1% no comparativo com o mesmo período de 2018. Em 2019, o recuo foi menor, de 2%, passando de US$ 182,3 milhões para US$ 178,6 milhões.

“A Argentina é um mercado muito importante para as empresas do grupo e, por isso, tivemos uma gestão mais disciplinada na operação local e usamos a fábrica para abastecer o mercado brasileiro que, no ano passado, apresentou um crescimento importante, principalmente no segmento de semirreboques”, disse.

Para 2020, segundo Prignolato, a expectativa é que a receita da companhia cresça de 6% a 8%, puxada novamente pelos mercados de semirreboques. “O agronegócio continuará demandando equipamentos. Além disso, vemos uma recuperação no segmento de construção, principalmente, com as novas concessões de infraestrutura que devem iniciar as obras.”

Essa estimativa, no entanto, conforme o executivo, não inclui o faturamento que deverá vir com a conclusão da compra da fabricante de autopeças Nakata, que está sob avaliação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A Randon anunciou a aquisição no fim do ano passado e, Prignolato afirma que irá adicionar na receita da Randon algo em torno de R$ 500 milhões anuais.

“O investimento foi de R$ 450 milhões e já temos contratada uma linha de financiamento com um sindicato de bancos para sustentar essa compra. É importante ressaltar que mesmo com a Nakata, a nossa alavancagem ficará abaixo de 2 vezes o ebitda. Em 2019, fechamos essa relação em 0,79 vez.” A dívida líquida ficou em R$867,85 milhões.

Fonte: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2020/03/06/randon-tem-melhor-receita-da-historia.ghtml

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