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Associação estima queda de até 30% no volume de cargas transportadas no começo da pandemia

Levantamento preliminar da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut) indicam uma queda de 20% a 30% do volume de cargas transportadas entre fevereiro e março, em meio à pandemia do coronavírus, em decorrência da diminuição da produção industrial. A entidade não vê risco de desabastecimento em meio à quarentena e atuou para garantir a vacinação contra a influenza de 2 milhões de caminhoneiros e 1,5 milhão de avulsos do setor portuário.

Os números que indicam a queda no volume de cargas transportadas em março, que ainda estão sendo consolidados, levam em conta o período de fevereiro a março de 2019. O presidente da associação, Luís Henrique Baldez, disse ao Valor PRO que não há risco de faltar produtos ao cidadão por causa de transporte ou logística, mas haverá problemas pontuais por causa da diminuição da produção industrial. O risco é não haver carga para ser transportada, observa.

Ele pondera que, com a redução de 50% da mobilidade urbana, bares e restaurantes fechados, a demanda caiu de forma generalizada, e em consequência, a demanda da carga a ser transportada. Se eu precisava de 100 caminhoneiros, agora a demanda é para 70 profissionais, relatou.

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A Anut existe há 12 anos e reúne 31 grandes empresas dos setores de aço, metalurgia, cimento, química, madeira, alimentos e bioenergia, como Usiminas, Gerdau, JBS, Suzano e Braskem. Baldez tem coordenado um grupo de associados, representantes de vários setores da economia, que se reúne semanalmente para discutir os desdobramentos da crise.

Baldez pondera que houve um problema pontual no setor de gás de cozinha, mas devido à produção da Petrobras. A oferta caiu e houve falha no abastecimento, mas não por culta do setor de transporte.

Baldez procurou o Ministério da Saúde no começo de março para incluir os caminhoneiros e os avulsos do setor portuário no primeiro grupo que seria contemplado com as primeiras doses da vacina da influenza. A vacina não previne o coronavírus, mas imuniza contra a gripe comum, ajudando a reduzir a procura pelos postos de saúde e emergências hospitalares.

O presidente da Anut argumenta que os caminhoneiros não podem parar na quarentena e percorrem todo o país, podendo ser contaminados e se transformar em agentes contaminantes. O caminhoneiro é fundamental na cadeia produtiva e de abastecimento do país, se ficar doente, rompe essa cadeia e faltará produto, afirma.

Não existem ainda dados sobre o número de infectados entre os caminhoneiros porque o Ministério da Saúde não coleta os dados por categoria. Mas segundo Baldez, o Ministério da Infraestutura está desenvolvendo um aplicativo para estabelecer um canal direto de comunicação com os caminhoneiros. Pelo sistema, eles vão responder questionários sobre satisfação, tratamento nos terminais de carga e descarga e sobre os sintomas do vírus.

Fonte: https://valor.globo.com/brasil/noticia/2020/04/15/associao-estima-queda-de-at-30-pontos-percentuais-no-volume-de-cargas-transportadas-no-comeo-da-pandemia.ghtml

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