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ArcelorMittal avalia captação de US$ 2 bilhões

A siderúrgica ArcelorMittal busca levantar US$ 2 bilhões na tentativa de fortalecer seu balanço patrimonial e reduzir seus níveis de dívida, poucos dias depois de divulgar mais de US$ 1 bilhão em perdas no primeiro trimestre e suspender seus dividendos.

A empresa, que tem sede em Luxemburgo, informou que levantará cerca de 20% de sua capitalização de mercado com uma mistura de ações e bônus de conversão obrigatória, e a família Mittal contribuirá com US$ 200 milhões.

Como outros produtores de aço, a ArcelorMittal enfrenta uma forte queda na demanda desde que a produção de automóveis e as atividades do setor de construção despencaram por causa das medidas para impedir a disseminação da covid-19.

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Empresas de vários setores buscaram recursos com seus investidores, sacaram empréstimos bancários e, em alguns casos, imploraram aos políticos por resgates financeiros que as ajudassem a resistir à turbulência econômica.

Mesmo antes da pandemia, a siderurgia da Europa estava em dificuldades, e a divisão britânica da Tata Steel tinha pedido ao governo centenas de milhões de libras.

A ArcelorMittal não especificou que proporções oferecerá em ações e em notas subordinadas de conversão obrigatória, que devem vencer em três anos e pagar um cupom anual de 5,25% a 5,75%.

Os recursos obtidos serão usados para proporcionar liquidez e pagar empréstimos, à medida que a siderúrgica acelera um plano para reduzir sua dívida líquida para US$ 7,5 bilhões, de US$ 9,5 bilhões. Sua liquidez era de US$ 10 bilhões no fim de março e uma linha de crédito será reduzida de acordo com os novos fundos captados.

Os bônus conversíveis dão aos investidores a opção de serem pagos em dinheiro ou em ações e podem oferecer às empresas uma maneira mais barata de levantar dinheiro do que os bônus típicos, mas correm o risco de afetar negativamente o preço das ações ao diluir seu patrimônio. A chamada conversão obrigatória significa que ela é obrigada a entregar ações aos investidores no futuro.

A família Mittal, proprietária de pouco menos de dois quintos das ações da empresa, contribuirá para a captação de recursos com US$ 200 milhões, por meio de um fundo que estará sujeito a um período de “lock-up” de 180 dias.

Apesar da incerteza quanto à duração e à profundidade do impacto econômico do coronavírus, a ArcelorMittal informou na semana passada que havia sinais de que alguns clientes reiniciavam a produção.

https://valor.globo.com/empresas/noticia/2020/05/12/arcelormittal-avalia-captacao-de-us-2-bilhoes.ghtml

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