Expertise de milhões

Obras do trecho 2 da Fiol, entre Caetité e Barreiras (BA), estão a cargo da Valec
Obras do trecho 2 da Fiol, entre Caetité e Barreiras (BA), estão a cargo da Valec

Valec vai ao mercado oferecer consultoria para licenciamento ambiental e desapropriações

Limitada pelo orçamento público reduzido e com uma bagagem de 35 anos de atuação no setor ferroviário, a Valec quer capitalizar com o conhecimento técnico que acumulou nas duas grandes obras que consta em seu portfólio: a Ferrovia Norte-Sul e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). A estatal está negociando serviços de consultoria para licenciamento ambiental e desapropriações às empresas que receberam sinal verde do governo para tocarem seus projetos de ferrovias sob o modelo de autorização. O novo regime, que autoriza companhias privadas a construírem e a operarem suas próprias ferrovias, foi aprovado primeiramente pela Medida Provisória 1.065, no fim de agosto do ano passado, e agora está contido na forma da Lei 14.273/2021, sancionada em dezembro último.

A reinvenção pela qual a empresa vem passando é necessária para a sua sobrevivência. Encolhida depois de conceder as ferrovias que construiu, a Valec precisou encontrar um caminho para continuar existindo. Assim que assumiu o cargo, em 2019, o então ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, falou sobre a possibilidade de extinção da empresa com o objetivo de enxugar gastos. Cerca de R$ 400 milhões é a quantia que a Valec recebe anualmente do orçamento federal para custeios e obras da Fiol 2, único projeto ferroviário em construção atualmente no país com recurso público gerido por ela.

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