Mato Grosso do Sul se consolida como um polo florestal

Valor Econômico – Com o projeto de expansão em curso da Suzano e o recém-firmado acordo com a Arauco, Mato Grosso do Sul se consolida como protagonista na indústria de celulose no país. A partir da decisão do grupo chileno de seguir em frente com o Projeto Sucuriú, o que ainda depende de certas aprovações, mais de R$ 34 bilhões em investimentos terão sido assegurados ao Estado, relativos à construção de duas megafábricas da matéria-prima.

Disponibilidade de eucalipto plantado, de terras e de recursos hídricos, apoio do Estado e infraestrutura logística impulsionaram o desenvolvimento da indústria de base florestal, em particular a de celulose e papel, na região na última década. “É um Estado plano, com áreas que, em determinadas regiões, não concorrem com agricultura e com logística praticamente resolvida”, diz Marcelo Schmid, sócio-diretor do grupo Index, que atua em consultoria florestal e ambiental.

No ano passado, a produção brasileira de todos os tipos de celulose alcançou 22,5 milhões de toneladas, segundo dados da Indústria Brasileira da Árvores (Ibá). Considerando-se a capacidade instalada de 5,05 milhões de toneladas anuais, Mato Grosso do Sul respondeu por mais de 20% da produção nacional da matéria-prima. Com os projetos de Suzano e Arauco, a capacidade instalada no Estado vai dobrar até 2028.

Em nota, o governador Reinaldo Azambuja destacou que o projeto da Arauco ficará na região que faz parte da Costa Leste Florestal do Estado, mas ainda não contava com uma fábrica de celulose. “A vinda desta fábrica mostra a confiança dos investidores em Mato Grosso do Sul, na nossa política de incentivos fiscais, na segurança jurídica de quem investe e na estrutura logística que estamos criando para quem precisa escoar a produção”, afirmou.

A Suzano está construindo uma nova unidade no Estado, no município de Ribas do Rio Pardo, com capacidade de produção de 2,55 milhões de toneladas por ano de celulose de eucalipto. No total, o Projeto Cerrado engloba investimentos de R$ 19,3 bilhões, com início de operação previsto para 2024. A companhia passou a operar em Mato Grosso do Sul a partir da fusão com a Fibria, concluída em janeiro de 2019. Juntas, as duas linhas de produção da unidade de Três Lagoas podem produzir 3,25 milhões de toneladas por ano.

Também em Três Lagoas, a Eldorado Brasil pode produzir mais de 1,8 milhão de toneladas de celulose por ano. A companhia tem um ambicioso projeto de expansão, engavetado em meio à longa disputa entre as sócias J&F Investimentos e Paper Excellence.

Fonte: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2022/06/23/mato-grosso-do-sul-se-consolida-como-um-polo-florestal.ghtml

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