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Como vai funcionar bonde elétrico na Região Metropolitana de Curitiba?

G1 – Passageiros que dependem de transporte coletivo para fazer o trajeto entre Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, logo poderão contar com mais um modal: o Bonde Urbano Digital (BUD).

O Paraná é o primeiro estado da América do Sul a testar a tecnologia. Confira, abaixo, perguntas e respostas sobre o transporte:

Qual será a rota do bonde?

A rota percorrida pelo veículo sairá do Terminal de Pinhais, passando pela Avenida Ayrton Senna da Silva e a Rodovia Dep. João Leopoldo Jacomel até chegar ao Terminal São Roque, em Piraquara, de maneira direta, em uma extensão de cerca de 10 quilômetros.

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Quando ele ficará disponível para a população?

Segundo Gilson Santos, diretor-presidente da Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep), a expectativa é que o bonde esteja em funcionamento em cerca de 45 dias.

Conforme Santos, equipes estão fazendo a montagem do sistema, que passará por testes. Em seguida, ele deverá entrar em operação.

Quantos passageiros cada bonde transporta?

Segundo o Governo do Paraná, o Bonde Urbano Digital tem capacidade para até 280 passageiros. Há a possibilidade de ampliação para transporte de 360 passageiros.

Atualmente, o maior ônibus em circulação no transporte coletivo da Região Metropolitana de Curitiba tem capacidade para 250 pessoas.

Atualmente os ônibus que fazem a linha entre Pinhais e Piraquara transportam 10 mil passageiros por dia.

Qual será o valor da passagem?

O valor da passagem para o Bonde Urbano Digital será de R$ 5,50, o mesmo cobrado pelo transporte tradicional.

Muda algo no transporte tradicional?

Segundo o governo, não. O sistema de transporte tradicional continua operando normalmente durante os testes do BUD.

O Bonde Urbano Digital precisa de motorista?

Não, ele tem orientação autônoma. Apesar disso, conforme Gilson Santos, todos os testes serão realizados com motoristas.

“Ele é autônomo, mas ele sempre funciona com um guia. Sempre tem um piloto auxiliar junto, para quando, eventualmente, seja necessário fazer essa condução fora do trilho digital”, detalha Santos.

A Amep estuda, junto com órgãos de regulamentação de trânsito, a possibilidade da atuação do veículo sem um condutor.

Qual velocidade o bonde consegue atingir?

A velocidade de deslocamento de um Bonde Urbano Digital pode chegar a até 70 km/h.

Como funciona a tecnologia que move o bonde?

O Bonde Urbano Digital tem um modelo parecido com o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) – usado no Rio de Janeiro e na Baixada Santista.

Porém, ao invés de trilhos, o BUD é guiado no asfalto, por meio de indução magnética: uma espécie de “trilho virtual”.

Conforme Gilson Santos, os magnetos são instalados no asfalto, a cada um metro.

Qual tipo de combustível o bonde usa?

O Bonde Urbano Digital é 100% elétrico.

Ele possui baterias de íons de lítio de 600 kWh e pode ser carregado por meio de um dispositivo similar ao instalado no teto de trens e bondes elétricos para coletar energia elétrica da rede aérea.

Segundo o Governo do Paraná, 30 segundos é o suficiente para garantir a autonomia de três a cinco quilômetros.

Com carga completa, que leva 12 minutos, o veículo possui autonomia de até 40 quilômetros de operação contínua, conforme o governo.

A tecnologia também está preparada para, futuramente, operar com hidrogênio.

A tecnologia é usada em outros locais?

Sim. O sistema está instalado em cidades da China e está em processo de instalação na Austrália

A aplicação no Paraná segue como referência o projeto realizado em Campeche, no México. Lá, a linha guiada tem cerca de 15 quilômetros, sendo cinco deles de condução automática segregada, com 13 estações.

São cinco veículos com três vagões cada, que conectam a estação de trem Maya, o aeroporto da cidade, áreas residencial e histórica e a praia. Conforme o Governo do Paraná, o tempo de implantação completa do sistema mexicano foi de 14 meses.

Fonte: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2025/09/08/como-vai-funcionar-bonde-eletrico-pinhais-piraquara.ghtml

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