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Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre apostam em BRT e VLT para mobilidade

Valor Econômico – As três capitais do Sul apostam em corredores para ônibus circularem com mais fluidez, os BRTs, e veículos leves sobre trilhos, os chamados VLTs – sistema semelhante a um metrô de superfície -, para melhorar a mobilidade urbana.

Em Florianópolis, os esforços estão na implantação de um BRT que interligue áreas periféricas com o centro e o terminal metropolitano com a região mais demandada da capital. “Estamos terminando o projeto executivo e pretendemos licitá-lo no início do ano que vem”, diz o secretário de Infraestrutura do município, Rafael Hahne.

A primeira fase do projeto teve financiamento aprovado no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, e prevê investimentos de R$ 156 milhões em cerca de 8 km de canaletas e faixas exclusivas para ônibus nos arredores da Universidade Federal de Santa Catarina e na av. Mauro Ramos, um eixo de conexão entre as baías Norte e Sul de Florianópolis. “O projeto todo prevê um investimento de R$ 400 milhões. Nesse momento estamos iniciando algo como 35% dele”, diz Hahne.

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O BNDES estima que as regiões metropolitanas das capitais sulistas precisarão construir ou ampliar mais de 260 km de linhas de BRTs ou VLTs nos próximos 30 anos para dar conta da demanda prevista. A de Florianópolis precisará criar cerca de 77 km de linhas de transporte público de média e alta capacidade nos próximos 30 anos; a de Porto Alegre, mais do que dobrar sua rede atual.

Segundo o secretário de Mobilidade Urbana da capital gaúcha, Adão de Castro Júnior, o foco tem sido na eletrificação e renovação da frota de ônibus para, no futuro, estar pronto para a implantação de um BRT, promessa aos porto alegrenses que se estende há mais de 15 anos. O município inscreveu projetos no PAC e espera que aqueles que não foram contemplados sejam selecionados pelo BNDES.

Entre os principais está um VLT ligando o centro ao Aeroporto Salgado Filho. De acordo com o secretário, outro problema é a falta de integração com a região metropolitana: “Por dia, cerca de mil ônibus entram na cidade sem uma integração apropriada no sistema”.

Curitiba, a primeira cidade a implantar o BRT no Brasil, sonha agora com um VLT de 20 km para também ligar o centro ao aeroporto – no caso, o de São José dos Pinhais, que atende a capital. O projeto precisa de avanços para identificar a sua viabilidade econômica.

“Nossos investimentos estão concentrados na expansão da capacidade de transporte dentro dos 80 km de BRTs que temos na cidade”, diz Cléver Almeida, assessor da presidência do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba. Nesse processo estão a renovação das canaletas e melhorias nos sistemas de ultrapassagem, sinalização e ampliação das estações. A prefeitura quer ampliar a capacidade de transporte de cerca de 150 mil para 180 mil passageiros por dia. A expectativa é que esse e outros projetos de expansão para a região metropolitana possam ser financiados pelo BNDES.

Fonte: https://valor.globo.com/publicacoes/especiais/infraestrutura-logistica-regiao-sul/noticia/2025/09/25/curitiba-florianopolis-e-porto-alegre-apostam-em-brt-e-vlt-para-mobilidade.ghtml

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