UOL – O governo de São Paulo tem 11 projetos de trens para conectar cidades do estado, mas só quatro deles, os que passam pela capital, começaram a avançar e apenas um está mais adiantado: o São Paulo-Campinas.
O que deve acontecer
Dos 11 projetos de trens intercidades previstos, 4 saem da capital paulista (Norte, Sul, Leste e Oeste). Os outros sete pretendem ligar cidades paulistas:
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
São Paulo-Campinas (Eixo Norte)
São Paulo-Sorocaba (Eixo Oeste)
São Paulo-Santos (Eixo Sul)
São Paulo-São José dos Campos (Eixo Leste)
Marília-Sorocaba
Sorocaba-Campinas
Campinas-Ribeirão Preto
Ribeirão Preto-Franca
Santos-Cajati
Campinas-Araraquara
São José dos Campos-Taubaté
O projeto mais avançado é o São Paulo-Campinas. O leilão aconteceu em fevereiro, e o contrato de concessão à iniciativa privada já está firmado, segundo a SPI (Secretaria Estadual de Parcerias em Investimentos). O Consórcio C2 Mobilidade sobre Trilhos, que venceu, é formado pela empresa chinesa CRRC e pela brasileira Comporte.
Trecho São Paulo-Sorocaba já teve estudo aprovado e passou pela fase das audiências públicas. Agora, as contribuições dos cidadãos e interessados estão sendo analisadas. A próxima etapa é a publicação de edital, prevista para o fim de 2025.
Projetos SP-Santos e SP-São José dos Campos estão em fase de estudo. Esta é a segunda de seis etapas, sendo elas: 1) qualificação no PPI (Programa de Parcerias de Investimentos); 2) estudo de base; 3) audiência pública (quando a população pode opinar); 4) publicação do edital; 5) leilão; e 6) assinatura do contrato que libera o início da obra.
Os outros 7 projetos não passaram da primeira etapa: a qualificação. É nesta fase que o projeto é autorizado no PPI. O programa prevê a concessão de rodovias, serviços de mobilidade urbana, água, energia, e social (como a gestão de parques urbanos) ao setor privado.
Governo diz que projetos devem usar a malha ferroviária já existente. A iniciativa visa aproveitar trechos ociosos ou com baixa capacidade.
- TIC Eixo Norte: São Paulo-Campinas
Obras: começam em maio de 2026
Início da operação: maio de 2031
Trajeto: novo terminal em Campinas à estação Água Branca (que atende a linha 7-Rubi), na zona oeste de São Paulo
Tempo de viagem: 1h04 (expresso, com parada apenas em Jundiaí)
Passagem: em média R$ 50
Velocidade: até 140 km/h
Capacidade: até 860 passageiros
Investimento: R$ 14,2 bilhões
Extensão: 101 quilômetros
Concessão: 30 anos
No TIC Eixo Norte, haverá também o trem intermetropolitano (TIM), que circulará entre Jundiaí e Campinas. Nesta rota, as paradas serão nos municípios de Louveira, Vinhedo e Valinhos.
- TIC Eixo Sul: SP-Santos
Obras e operação: sem data definida (projeto em fase de estudos)
Trajeto: São Paulo — Região Metropolitana — Baixada Santista
Tempo de viagem: 1h30
Extensão: entre 80 a 130 quilômetros, a definir
Atendimento: 9 municípios e até 1,8 milhão de pessoas, podendo reduzir o tráfego no sistema Anchieta-Imigrantes Investimento estimado: R$ 15 bilhões
- TIC Eixo Leste: SP-São José dos Campos
Obras e operação: sem data definida (projeto em fase de estudos)
Trajeto: São Paulo — Região Metropolitana — São José dos Campos
Tempo de viagem: 75 minutos
Extensão: entre 80 a 130 quilômetros, a definir
Atendimento: 4 cidades a serem definidas e cerca de 2,7 milhões de pessoas
Investimento estimado: R$ 10 bilhões
- TIC Eixo Oeste: SP-Sorocaba
Obras e operação: sem data definida (estudos e audiências concluídas, sendo esta última, em análise)
Trajeto: São Paulo (estação Água Branca) — Sorocaba, com duas opções: expresso (sem paradas) e parador
Cidades das paradas do serviço parador: Carapicuíba, Amador Bueno, São Roque e Brigadeiro Tobias
Tempo de viagem: cerca de 60 minutos no serviço expresso
Extensão: 100 quilômetros
Atendimento: 46 mil passageiros por dia até 2040
Investimento estimado: R$ 11,9 bilhões
VÁ ALÉM DA MANCHETE
O setor ferroviário é complexo e as notícias do dia a dia são apenas a ponta do iceberg. Para entender o cenário completo, é preciso de contexto e a visão de quem cobre o setor desde 1940.
A cada edição, a Revista Ferroviária traz reportagens aprofundadas, estudos de mercado e entrevistas exclusivas sobre os temas que realmente importam: de novos VLTs e projetos privados a desafios de manutenção, o futuro da tecnologia e muito mais.
Seja o primeiro a comentar