33ª Edição · Prêmio Revista Ferroviária
Vote no Prêmio RF 2026!
Faça parte do Colégio Eleitoral
Clique e Cadastre-se
revistaferroviaria.com.br

Vale vai recomprar debêntures participativas emitidas há 28 anos e pode desembolsar até R$ 16,3 bilhões

Valor Econômico – A Vale informou hoje que irá recomprar até a totalidade das debêntures participativas de sua sexta emissão. Atualmente, são cerca de 388,5 milhões de debêntures desse tipo em circulação. A Vale pretende pagar R$ 42,00 por papel.

Se forem comprados todas, a companhia irá desembolsar cerca de R$ 16,3 bilhões na operação. Atualmente, os papéis são negociados por R$ 36,00 no mercado secundário.

As debêntures participativas foram emitidas no contexto da privatização da mineradora, em 1997. Na época, foram identificadas algumas jazidas que estavam em estágios embrionários de exploração, cujo valor seria difícil de ser estabelecido.

As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.

Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.

Assinar agora

Foi decidido, então, que os acionistas receberiam as debêntures participativas, que dão o direito à participação em receitas futuras das jazidas. Também ficou definido, em assembleia de debenturistas, que a remuneração dos papéis deveria ser paga a partir da extração de 1,7 bilhão de toneladas de minério de ferro do Sistema Sudeste (antes Sul) e de 1,2 bilhão de toneladas de minério de ferro do Sistema Norte.

A escritura da emissão, porém, trouxe a informação de que o pagamento seria feito após a comercialização acumulada do minério alcançar os mesmos patamares.

Essa mudança foi motivo de questionamento por um grupo de gestoras que, em 2018, conseguiram fechar um acordo com a Vale. Os termos deste acordo até hoje são mantidos em sigilo.

O patamar do Sistema Norte foi alcançado em 2013 e o do Sistema Sudeste neste ano.

O primeiro pagamento semestral referente ao Sistema Sudeste foi feito no último dia 30 de setembro. A companhia desembolsou, no total, R$ 598,3 milhões, correspondentes ao prêmio sobre a venda do minério de ferro, prêmio sobre a venda de produto concentrado de cobre e prêmio sobre alienação de direito minerário.

Hoje, o perfil dos investidores dessas debêntures é bem diferente do que na época em que ela foi criada. Até 2021, cerca de 53% dos títulos estavam nas mãos do governo federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Depois, ambos zeraram a posição nos papéis, que foram comprados por gestoras, tesourarias e pessoa física.

Segundo a Vale, a recompra busca otimizar a estrutura de capital da companhia por meio da gestão de passivos financeiros, enquanto reforça a estratégia de alocação de capital.

A oferta será operacionalizada pelo Citi. Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA e Santander também serão intermediários.

Fonte: https://valor.globo.com/financas/noticia/2025/10/06/vale-vai-recomprar-debntures-participativas-e-pode-desembolsar-at-r-163-bilhes.ghtml

VÁ ALÉM DA MANCHETE

O setor ferroviário é complexo e as notícias do dia a dia são apenas a ponta do iceberg. Para entender o cenário completo, é preciso de contexto e a visão de quem cobre o setor desde 1940.

A cada edição, a Revista Ferroviária traz reportagens aprofundadas, estudos de mercado e entrevistas exclusivas sobre os temas que realmente importam: de novos VLTs e projetos privados a desafios de manutenção, o futuro da tecnologia e muito mais.

ASSINE E RECEBA A ANÁLISE QUE O MERCADO LÊ »

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*