A Greenbrier Maxion passou a operar sob a marca GBMX, adotando um novo nome, identidade visual e slogan. A mudança marca uma nova etapa da empresa, que atua há mais de oito décadas no setor ferroviário e é responsável por mais de 50% da frota de vagões em operação no Brasil.
Segundo a companhia, a nova marca está alinhada ao posicionamento estratégico voltado à inovação e à sustentabilidade no transporte ferroviário de cargas. A reformulação acompanha investimentos em automação, padronização e aumento da capacidade de transporte dos vagões, com o objetivo de elevar eficiência, qualidade, produtividade e segurança, além de fortalecer o papel do modal ferroviário na logística nacional.
O novo slogan, “Movendo o que é importante”, foi adotado para reforçar a cultura organizacional da empresa e o papel do transporte ferroviário na movimentação das riquezas do país por meio de produtos, processos e pessoas.
Com cerca de 1.000 funcionários, a GBMX atua na concepção, produção e serviços relacionados a mais de 30 modelos de vagões, atendendo concessionárias ferroviárias e usuários finais. A empresa também é referência na produção de truques e na prestação de serviços ferroviários.
De acordo com Eduardo Scolari, presidente da GBMX, a mudança representa a visão de futuro da companhia. “Com essa nova fase, consolidamos nossa posição como uma empresa preparada para os desafios e investimentos no modal ferroviário, mantendo nossa relevância e contribuição para uma indústria competitiva”, afirmou. Segundo o executivo, a nova marca preserva a qualidade e o pioneirismo reconhecidos pelo mercado.
Vagões, truques e serviços
Os vagões desenvolvidos pela GBMX têm como foco inovação em operação, manutenção, durabilidade e confiabilidade. Os projetos utilizam designs mais leves e aerodinâmicos, que contribuem para a redução do consumo de combustível e das emissões de poluentes. Todos os projetos são produzidos no Brasil e incluem estudos de fadiga e desgaste, com o objetivo de ampliar a vida útil e a confiabilidade dos produtos.
Entre os principais critérios técnicos adotados no desenvolvimento dos vagões estão a redução da tara (peso sem carga), o aumento da capacidade de carga e melhorias na eficiência do transporte e nos terminais de descarga. A nova geração de vagões também incorpora componentes que reduzem riscos de descarrilamento e permitem aumento da velocidade operacional, ampliando a eficiência dos trens.
Na linha de vagões hopper, composta por dez modelos para transporte de grãos, açúcar, milho, soja, farelo e fertilizantes, o destaque é o modelo HTT, que possibilita uma redução anual de 151 mil litros de diesel e de 400 toneladas de CO₂ em emissões.
Na família de vagões fechados, o destaque é o modelo FLT, destinado ao transporte de celulose. O vagão reduz o consumo anual de combustível em 38 mil litros de diesel e as emissões de CO₂ em 100 toneladas. O modelo apresenta redução da tara, aumento da capacidade de carga por vagão e por trem, melhorias na ergonomia operacional e maior estanqueidade, evitando a perda de carga por entrada de água durante períodos de chuva.
Para o transporte de cargas siderúrgicas e contêineres alinhados ou empilhados, a família de vagões Plataforma conta com oito modelos. Entre eles está o vagão double stack, desenvolvido para operação com contêineres de 20 e 40 pés, o que permite otimizar a capacidade de transporte dos trens em até 40%. O modelo também possibilita o carregamento de contêineres de 53 pés na parte superior, sobre dois contêineres de 20 pés ou um de 40 pés.
Na linha de vagões Gôndola, a empresa possui oito modelos destinados ao transporte de minério de ferro, bauxita e carvão. O destaque é o vagão GDU, de maior capacidade já produzido pela companhia e o primeiro desse tipo direcionado ao mercado brasileiro, com aumento de 5 m² no volume efetivo sem alteração das dimensões externas.
Já a linha de vagões Tanque conta com quatro modelos voltados ao transporte de derivados de petróleo, cimento e ácido sulfúrico. No último ano, a empresa desenvolveu e produziu o modelo TCT, com capacidade de 105 mil litros, carregamento superior e descarregamento inferior. O vagão é equipado com engate tipo “E” Double Shelf com haste “F”, sistema antidesacoplamento, operação rotativa inferior e válvula sensora de carga. A família inclui ainda o maior vagão tanque TCT do mundo, com estrutura autoportante e capacidade de 118 mil litros.
Os truques, responsáveis pela estabilidade e dinâmica dos vagões, são produzidos em parceria com a Amsted Rail. A GBMX comercializa modelos de truques de aço fundido para todas as bitolas e capacidades, em conformidade com os padrões da Associação Americana de Ferrovias (AAR). Entre as inovações está o truque Motion Control®, equipado com adaptadores de rigidez controlada (Adapter Plus), que melhoram a dinâmica de vagões com alta carga por eixo e permitem ajustes de suspensão e amortecimento conforme a lotação.
A empresa também atua no segmento de serviços ferroviários, com estrutura dedicada à revisão, manutenção, reforma e transformação de vagões. Entre os serviços oferecidos estão troca de assoalho e lona, automação de carga e descarga, modernização de vagões com substituição de caixa e componentes, rebitolagem, projetos antivandalismo, recuperação de vagões acidentados e retrofit de truques.
Sustentabilidade e governança
No eixo social do ESG, a gestão de capital humano inclui programas de desenvolvimento e sucessão. Um dos principais é o Programa Formare, voltado a jovens de famílias de baixa renda, com duração de 10 meses. Com 22 anos de existência na empresa, o programa já formou 360 alunos em Hortolândia (SP). A companhia também mantém os programas Aprendiz do SENAI e Escola de Solda, voltados à capacitação de mão de obra industrial.
No aspecto ambiental, a empresa adota uma política específica para gestão de resíduos, efluentes líquidos e emissões atmosféricas. Entre as ações está o projeto Aterro Zero, que eliminou o envio de resíduos para aterros sanitários. A companhia também realizou o plantio de mais de 1.000 árvores nativas, compensando mais de 150 toneladas de CO₂ por ano. Desde 2017, a empresa possui o Certificado de Destaque Ambiental – Selo Verde, concedido pelo Jornal do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.
Na área de governança, a GBMX mantém programas de Compliance e Due Diligence, canais de denúncia e participação no pacto empresarial de integridade e contra a corrupção do Instituto Ethos.
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