Uma nova linha de metrô em São Paulo pode em breve começar a ganhar a sua forma e ter iniciado os trabalhos construtivos, a Linha 19-Celeste, projeto tocado pela estatal paulista.
Nesta terça-feira, 10, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) rejeitou os pedidos de liminar realizados por construtoras com a finalidade de alterar o resultado da licitação para os três lotes da Linha Celeste.
No Lote 1 em específico, a petição promovida pelo Consórcio Nove de Julho, formado pelas chinesas Yellow River e Highland, junto com a nacional Mendes Junior, pleiteando a mudança do resultado onde este grupo foi desclassificado, também foi rejeitada pela Justiça Paulista.
No recurso jurídico, o Nove de Julho alegou ilegalidade na decisão do Metrô que eliminou o primeiro colocado, por este não possuir experiência no emprego de tuneladoras (shield) em áreas urbanas e povoadas, determinado o consórcio formado pela AGIS, OHLA e Cetenco como vencedor.
Liderado pela AGIS, o grupo deve agora ter sua documentação analisada para em breve ser homologado como vencedor e seguir para a assinatura do contrato. O Lote 1 é o que desperta maior interesse do público comum, visto que contempla as cinco estações dentro da cidade de Guarulhos, município que anseia pelo transporte metroviário.
Sobre os lotes 2 e 3 que incluem as dez estações entre a Zona Norte da capital e o Anhangabaú no centro, as contestações da Andrade Gutierrez sobre inconsistências em planilhas de valores também foram rejeitadas.
Com essa decisão do TCE e Justiça, o consórcio liderado pela Odebrecht foi homologado como vencedor e agora responsável por tirar do papel 2/3 da Linha 19-Celeste.
Conforme projeto, a Linha 19 terá um total de 15 estações, com integração às linhas 1-Azul (São Bento), 2-Verde (Dutra), 3-Vermelha (Anhangabaú) e uma provável conexão com as linhas 10 e 11 de trens na região do Pari.
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