O Metrô BH concluiu a instalação de 1.966 painéis solares — totalizando cerca de 2 mil módulos — no Pátio de Manutenção São Gabriel, em Belo Horizonte. A iniciativa integra a implantação de uma usina solar fotovoltaica própria do sistema metroviário.
O projeto prevê a instalação de aproximadamente 7 mil painéis até o fim de 2026. Com a conclusão da usina, a geração estimada será de 5.220 MWh por ano, volume suficiente para suprir toda a demanda elétrica das 20 estações da Linha 1. A produção corresponde ao consumo médio de cerca de 2.800 residências brasileiras.
Além dos módulos já instalados na cobertura de um dos blocos do pátio, a próxima fase inclui a implantação de mais 4 mil placas em solo. O Pátio São Gabriel deverá se consolidar como o principal polo de geração de energia renovável do sistema metroviário da capital mineira. O investimento é realizado integralmente com recursos próprios da concessionária.
Impacto ambiental e eficiência energética
A estimativa é de que a usina evite a emissão de aproximadamente 469 toneladas de CO₂ por ano. O impacto ambiental é equivalente à absorção anual de cerca de 47 mil árvores adultas.
O superintendente de Implantação de Sistemas do Metrô BH, Walter Neto, afirmou que a geração própria de energia limpa representa um avanço na estratégia operacional. “Estamos avançando de forma concreta rumo a uma operação mais sustentável. A geração própria de energia limpa reduz nossa pegada de carbono e fortalece a eficiência do sistema como um todo”, declarou.
Segundo o engenheiro de Implantação do Metrô BH, Quiñónez Souza, a execução do projeto priorizou áreas já urbanizadas. “Os painéis estão sendo instalados em telhados e áreas já urbanizadas, sem supressão de vegetação. É um projeto pensado para gerar impacto positivo desde a implantação até a operação, com vida útil estimada de 25 anos, podendo superar 30 anos com manutenção adequada, garantindo desempenho e sustentabilidade no longo prazo”, afirmou.
Compromisso institucional e metas
A iniciativa faz parte do Programa 1% do Grupo Comporte, que destina ao menos 1% dos esforços operacionais e investimentos da companhia a ações de sustentabilidade. O projeto também está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas, especialmente o ODS 7 (Energia Limpa e Acessível) e o ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima).
A meta estabelecida é que, até 2030, 95% da energia consumida pelo sistema seja proveniente de fontes renováveis.
Para o gerente de Implantação de Sistemas do Metrô BH, Tiago Garcia, a medida integra a estratégia de transição energética da concessionária. “Investir em energia limpa não é apenas uma escolha inteligente, é essencial para garantir um futuro sustentável para as próximas gerações. O transporte sobre trilhos já é uma alternativa ambientalmente mais eficiente. Ao investir em geração solar própria, ampliamos esse impacto e reforçamos nosso compromisso com a transição energética”, afirmou.
Expansão do sistema
Além da Linha 1, o Metrô BH estuda expandir o sistema fotovoltaico para a futura Linha 2.
Segundo a concessionária, a iniciativa posiciona o sistema entre os projetos de maior porte em geração solar no transporte público brasileiro, em linha com experiências já implementadas na América Latina.
O que é pegada de carbono
A pegada de carbono (carbon footprint) corresponde ao cálculo das emissões de gases de efeito estufa geradas por atividades humanas, seja de indivíduos, organizações ou países. A emissão ocorre em atividades cotidianas, como deslocamentos de carro, uso de aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos, contribuindo para o acúmulo de gases na atmosfera e o aquecimento global.
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