Valor Econômico – A Rumo afirmou, nesta quinta-feira (5), que concluiu o reposicionamento de tarifas em 2025. “No primeiro trimestre de 2026, esperamos preços cerca de 10% menores que os valores do mesmo período de 2025. No segundo semestre, projetamos estabilidade”, disse o presidente da companhia, Pedro Palma, durante a teleconferência de resultados do quarto trimestre de 2025. Segundo ele, a execução depende do mix de regiões, clientes e produtos.
A Rumo captou quase R$ 4 bilhões em novas linhas de financiamento em 2025. Segundo o gerente de relações com investidores, Felipe Saraiva, a captação de quase R$ 4 bilhões em novas linhas garantiu liquidez e maturidade longa. “Isso nos permite administrar eventuais turbulências, mas o setor continua exposto à volatilidade de preços e à dinâmica comercial do milho e da soja”, afirmou.
Operacionalmente, a companhia transportou 22,9 bilhões de TKU no quarto trimestre, crescimento de 14,8% em relação ao mesmo período de 2024. A participação de mercado foi de 48% no Mato Grosso, 36% em Goiás e 65% no Porto de Santos.
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Pedro Palma alertou que a comparação com o quarto trimestre de 2024 era “excepcionalmente elevada” devido aos volumes mais baixos de exportação no ano anterior.
Oriente Médio
Sobre o cenário internacional, os conflitos no Oriente Médio não devem afetar as operações nem o abastecimento de insumos. Diretor financeiro da companhia de logística, Guilherme Machado observou que o mercado de milho, por exemplo, é pulverizado, mas rupturas em destinos específicos, como o Irã, podem ter impacto pontual.
“Seguimos acompanhando o cenário internacional de perto”, disse ele, durante a teleconferência de resultados do quarto trimestre de 2025.
Panorama de investimentos
A companhia investiu R$ 6,1 bilhões em 2025, priorizando manutenção de vias e o avanço da Ferrovia do Mato Grosso, que atingiu cerca de 80% de execução física. Palma ressaltou que a operação Norte agora conta com trens de até 135 vagões, mas destacou que “a complexidade logística exige disciplina e atenção constante aos custos fixos unitários”.
A dívida líquida encerrou o ano em R$ 15,5 bilhões, com alavancagem estável em 1,9 vez o Ebitda ajustado. Felipe Saraiva afirmou que a companhia mantém posição de liquidez robusta, com cerca de R$ 7,5 bilhões disponíveis e vencimentos distribuídos de forma equilibrada, mas alertou que “a empresa continua exposta à concorrência do frete rodoviário e à volatilidade cambial que afeta as exportações”.
Para 2026, a companhia mantém perspectiva positiva, com contratos já fechados para o primeiro semestre e volumes fortes nas operações Norte e Sul. Palma, porém, ressaltou que “o segundo semestre dependerá da dinâmica de mercado, da safra e da competitividade com outras opções logísticas”.
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