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História da Estrada de Ferro Vitória a Minas ganha protagonismo cultural

Diário do Comércio – A memória ferroviária da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) vem sendo transformada em ativo cultural, turístico e econômico por meio dos projetos “Estação” e “Identidades”, iniciativas que percorrem municípios de Minas Gerais e Espírito Santo resgatando histórias ligadas aos trilhos. Juntas, as ações movimentaram R$ 3,9 milhões na economia da cultura em 2025, com impacto estimado em mais de R$ 29 milhões na economia brasileira.

Idealizados por Preto Filho e Diego Ribeiro, os projetos têm como eixo central a valorização das memórias de passageiros, ferroviários e moradores de cidades cortadas pela EFVM. Ao longo do percurso entre Cariacica (ES) e Belo Horizonte (MG), mais de 300 pessoas tiveram relatos registrados por meio de literatura, fotografia, documentários e inventários culturais.

O projeto “Estação”, conduzido pela Horus Planejamento e Gestão, promove oficinas de fotografia e audiovisual para jovens de 16 a 25 anos em municípios mineiros. Já o “Identidades”, realizado pela Culturama Gestão e Eventos, atua no mapeamento de saberes, patrimônios e manifestações culturais em cidades capixabas, trabalho que resulta em festivais e livros-inventário.

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Além do resgate histórico, os organizadores destacam o impacto econômico das iniciativas, que impulsionam a economia criativa e fortalecem o turismo ferroviário e cultural nas regiões atendidas. Segundo os idealizadores, os projetos também estimulam a contratação de profissionais locais, agentes culturais e serviços ligados à produção artística.

“O projeto utiliza a cultura como motor de desenvolvimento e preservação da memória e do patrimônio”, afirma Diego Ribeiro. Já Preto Filho destaca que as ações conectam cultura, território e estratégia corporativa, ampliando o engajamento social nas comunidades impactadas pela ferrovia.

As iniciativas contam com parceria da Vale e são viabilizadas por recursos destinados à preservação da memória ferroviária por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Até 2028, a expectativa é ampliar o alcance das ações em municípios mineiros e capixabas ligados à ferrovia.

Fonte: https://diariodocomercio.com.br/negocios/memoria-ferroviaria-vira-ativo-cultural/

1 Comentário

  1. E a VALE abandonou o museu de Vitória e despejou o material histórico para o sol e chuva.

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