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Mãe inspira filho a seguir carreira como maquinista na Linha 7-Rubi

A trajetória profissional de uma maquinista da Linha 7-Rubi inspirou uma nova geração ferroviária dentro da mesma família. Maria Aparecida de Almeida Bancalero Aguiar, de 62 anos, acompanhou o início da formação do filho, Ricardo Henrique de Almeida Bancalero Aguiar, de 34 anos, na operação ferroviária da TIC Trens, concessionária responsável pela implantação, operação e manutenção dos futuros serviços TIC e TIM (Trem Intermetropolitano), além da operação, manutenção e modernização da Linha 7-Rubi.

Prestes a concluir a formação como maquinista, Ricardo realizou uma homenagem à mãe durante seu período de prática operacional na linha, entregando um presente e lendo uma carta em reconhecimento à trajetória profissional de Maria na ferrovia. Segundo ele, a atuação dos pais no setor foi determinante para sua mudança de carreira.

“O fato de meus pais serem ferroviários sempre me inspirou. Cresci curioso sobre essa profissão e, depois de muitos anos trabalhando como designer gráfico, ilustrador e tatuador, decidi ingressar na ferrovia”, afirma Ricardo.

Ele relembra ainda uma experiência da infância ligada ao setor ferroviário. “Quando criança, tive a oportunidade de entrar na cabine de um trem e apertar a buzina. A partir daquele momento, esse sonho ficou guardado comigo até eu resolver seguir os passos da minha família”, diz.

Moradores de Pirituba, mãe e filho mantêm relação próxima com a Linha 7-Rubi há décadas. Ricardo utiliza o serviço ferroviário desde os sete anos como principal meio de deslocamento para trabalho, estudos e lazer. Agora, está prestes a iniciar oficialmente sua atuação na operação ferroviária.

“Tenho gravada na memória a primeira vez que ouvi a voz da minha mãe anunciando uma estação da Linha 7-Rubi. Lembro da emoção de contar para todo mundo que era ela quem estava conduzindo o trem”, afirma.

Maria Aparecida integra uma das primeiras turmas de mulheres maquinistas da Linha 7-Rubi e soma 27 anos de atuação na ferrovia. Segundo ela, o início da carreira foi marcado por desafios relacionados à presença feminina na operação ferroviária.

“Quando comecei, ainda existia preconceito contra mulheres conduzindo trens. Com o tempo, conquistamos nosso espaço e mostramos que as ferroviárias têm plena capacidade de atuar na condução com segurança e responsabilidade”, destaca.

Ela também relembra como começou sua ligação com o setor ferroviário. “Meu esposo era ferroviário. Antes de conhecê-lo, eu nunca tinha andado de trem, mas passei a gostar desse universo e decidi que também queria trabalhar na área. Quando surgiu o concurso para maquinista, em 1996, ainda existiam poucas mulheres na profissão. Na minha turma, éramos apenas três”, afirma.

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