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Metrô de São Paulo busca desenvolver sensores sem fio para monitorar falhas em trens

Metrô CPTM – O Metrô de São Paulo abriu um chamamento público nesta segunda-feira, 25, para desenvolver um sistema de sensores sem fio voltado ao monitoramento em tempo real de componentes dos trens.  proposta prevê o uso de sensores capazes de acompanhar vibração, temperatura e corrente elétrica em portas e motores de tração, permitindo identificar sinais de desgaste ou falhas antes que provoquem interrupções na operação.

O projeto busca por instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICTs) interessadas em estabelecer parcerias para desenvolver a tecnologia em conjunto, incluindo eventuais aportes financeiros dos participantes e agências de fomento.

Segundo os documentos técnicos do chamamento, a ideia é criar uma plataforma de monitoramento preditivo embarcada nos trens, reduzindo a dependência de manutenções corretivas e permitindo que equipes técnicas identifiquem tendências de falha de forma antecipada.

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O sistema, chamado de SSF (Sistema de Sensoriamento Sem Fio), será inicialmente testado em um único carro de trem, mas deverá ser escalável para toda a composição. A proposta prevê sensores instalados nas oito portas e nos quatro motores de tração de cada carro.

Sensores vão monitorar vibração, temperatura e corrente elétrica

O projeto prevê o desenvolvimento de diferentes tipos de sensores industriais, incluindo acelerômetros para análise de vibração, sensores de corrente por efeito Hall e sensores de temperatura. Os dispositivos serão alimentados por bateria e transmitirão dados por rádio frequência para um módulo local de processamento instalado no trem.

Esse módulo será responsável por coletar, armazenar e processar os dados, integrando as informações ao Sistema de Monitoramento de Ativos (SMA), plataforma já utilizada pelo Metrô para acompanhamento de equipamentos operacionais.

Entre as funções previstas estão análises de vibração por FFT (Fast Fourier Transform), cálculo de RMS e identificação automática de picos e anomalias. Esse tipo de monitoramento é usado em setores industriais e ferroviários para detectar desgaste de rolamentos, desalinhamentos mecânicos e alterações no comportamento de motores.

Segundo o Metrô, a solução não poderá depender de computação em nuvem nem utilizar protocolos proprietários. Todo o processamento deverá ocorrer em ambiente interno (“on-premise”), seja nos próprios trens ou em servidores da companhia.

A exigência busca garantir autonomia operacional e evitar dependência tecnológica de fornecedores externos, além de reduzir custos recorrentes de licenciamento e serviços em nuvem.

Os sensores também deverão suportar condições típicas do ambiente metroferroviário, como vibração intensa, umidade, lavagem química dos trens e interferência eletromagnética. O sistema precisará funcionar com os trens em movimento, em velocidades de até 100 km/h.

As propostas poderão ser enviadas até 31 de julho. O cronograma do chamamento prevê visitas técnicas ao Pátio Jabaquara em junho e divulgação do resultado em setembro.

Fonte: https://www.metrocptm.com.br/metro-de-sao-paulo-busca-desenvolver-sensores-sem-fio-para-monitorar-falhas-em-trens/

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