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Testes com trens da Linha 6-Laranja superam 1,2 mil horas em São Paulo

Grandes projetos de mobilidade urbana costumam nascer da união entre empresas e poderes políticos para trazer investimentos, tecnologia e planejamento de longo prazo. Em São Paulo, a futura Linha 6-Laranja do metrô segue este caminho, avançando em mais uma importante etapa antes da abertura ao público.

Nesta segunda-feira, 11 de maio, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) divulgou novos detalhes sobre o andamento da implantação do ramal, destacando a evolução dos testes pré-operacionais realizados com os trens que irão compor a frota da linha.

Ao todo, a Linha 6-Laranja contará com 22 composições de seis carros cada, fabricadas pela Alstom na unidade de Taubaté, no interior paulista. Atualmente, dez trens já estão à disposição da concessionária Linha Uni, responsável pela operação do sistema, passando por diferentes fases de avaliação técnica e operacional.

Somente neste mês de maio, os testes acumulam mais de 1,2 mil horas de operação no trecho entre Perdizes e Brasilândia, além de aproximadamente 3 mil quilômetros percorridos.

Segundo a ARTESP, os procedimentos têm como objetivo validar desempenho, segurança, integração dos sistemas e conformidade técnica do material rodante antes do início da operação comercial.

Batizada pela concessionária como Série 600, a nova frota contará com tecnologia de operação automática, dispensando a presença de condutor. Os trens serão totalmente conectados ao Centro de Controle Operacional (CCO) por meio do sistema de sinalização CBTC, considerado um dos mais modernos do setor metroferroviário.

As composições foram concebidas em aço inoxidável, com vida útil estimada em cerca de 40 anos, além de oferecer salão contínuo para circulação interna dos passageiros, favorecendo maior conforto e fluidez durante as viagens. Conforme as demais unidades são entregues, os mesmos processos avaliativos serão empregados.

Cada trem terá capacidade para transportar até 2.044 passageiros entre usuários sentados e em pé. A expectativa é de que a linha atenda cerca de 630 mil pessoas por dia, promovendo significativa redução no tempo de deslocamento entre as zonas Norte e Oeste da capital.

Atualmente, o trajeto entre Brasilândia e São Joaquim pode ultrapassar 1h30 em determinados horários. Com a nova linha em operação, a viagem deverá ser realizada em aproximadamente 23 minutos.

O cronograma do Governo de São Paulo prevê a entrega inicial do trecho entre Brasilândia e Perdizes ainda neste ano, sem a estação Maristela. Já a conclusão total até São Joaquim, incluindo as integrações com as linhas 4-Amarela, na estação Higienópolis-Mackenzie, e 1-Azul, em São Joaquim, permanece prevista para 2027.

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