O Governo de São Paulo decidiu suspender o leilão de concessão da Estrada de Ferro de Campos do Jordão, que estava previsto para ocorrer no fim deste mês de junho.
De acordo com a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), o adiamento do certame é temporário e ocorre em razão das contribuições e solicitações apresentadas por potenciais interessados no projeto.
Até que uma nova data seja anunciada, o governo realizará avaliações e ajustes na modelagem contratual, com o objetivo de aprimorar a estrutura da concessão e adequá-la às demandas do mercado para a transferência da operação do serviço turístico à iniciativa privada.
O projeto atualmente em análise prevê a concessão da administração de 47 quilômetros de via férrea por um período de 24 anos, além da realização de investimentos estimados em R$ 317 milhões.
Pelas regras estabelecidas, o futuro concessionário será responsável por promover melhorias na infraestrutura, operar os trens turísticos entre Campos do Jordão e Pindamonhangaba, além de revitalizar estações, sistemas operacionais e o material rodante.
A concessão é classificada como um ativo do tipo brownfield, modelo em que o operador assume uma estrutura já existente. O pacote inclui ainda o Parque Reino das Águas Claras, com área de 38 mil metros quadrados, e o Museu de Memória Ferroviária, ambos inseridos em uma região consolidada como destino turístico, especialmente durante a temporada de inverno.
Quanto às fontes de receita, o vencedor poderá contar não apenas com a venda de passagens dos serviços ferroviários e dos bondes turísticos, mas também com receitas acessórias, como cobrança de estacionamento, acordos publicitários de curto e longo prazo, oferta de novas atrações turísticas, exploração de naming rights e outras oportunidades comerciais previstas no contrato.
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