Estadão – A Vale (VALE3) teve no segundo trimestre de 2026 seu melhor desempenho para o período desde 2018, mesmo com um avanço modesto na produção de minério de ferro. O resultado foi impulsionado pela melhora operacional e pela venda de estoques, que também sustentaram o crescimento das vendas.
A produção de minério de ferro da Vale somou 84,3 milhões de toneladas entre abril e junho, alta de 0,8% na comparação anual. Já as vendas chegaram a 79,7 milhões de toneladas, avanço de 3,1% no mesmo período.
Segundo a companhia, o desempenho reflete ganhos operacionais em diferentes sistemas, combinados com a estratégia de reduzir estoques formados em trimestres anteriores.
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As vendas de finos da Vale totalizaram 69,9 milhões de toneladas, alta de 3,4% na base anual. No caso das pelotas, as vendas cresceram 3,5%, para 7,7 milhões de toneladas.
Na produção, porém, o segmento de pelotas seguiu pressionado. O volume caiu 7% em relação ao segundo trimestre de 2025, para 7,3 milhões de toneladas, impactado pela suspensão temporária das operações em Omã durante parte do período.
No geral, a Vale indicou avanço anual na produção e nas vendas em todos os seus principais segmentos, em um trimestre marcado por maior eficiência operacional.
A prévia operacional foi divulgada pela mineradora nesta terça-feira (21), após o fechamento do mercado.
Produção de níquel avança 4,2%
A Vale informou que a produção de níquel no segundo trimestre de 2026 somou 42 mil toneladas, avanço de 4,2% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.
Segundo a empresa, o indicador foi impulsionado pela maior produção de Onça Puma e produção recorde em Long Harbour, compensando o impacto da manutenção bienal programada das instalações downstream de Sudbury.
As vendas somaram 44,4 mil toneladas, avanço de 7,2% na comparação anual.
O preço realizado foi de US$ 18.061 por tonelada, avanço de 14,3% ante igual período de 2025.
Cobre também sobe na comparação anual
A Vale informou que a produção de cobre no segundo trimestre de 2026 somou 98,4 mil toneladas, avanço de 6,3% ante igual período de 2025. Foi a melhor produção para um segundo trimestre desde 2017, afirmou a mineradora.
A companhia avalia que o resultado do 2T26 da Vale em cobre foi impulsionado principalmente pelo forte desempenho dos ativos brasileiros, com produção recorde para um segundo trimestre em Salobo, assim como maior produção em Sossego e Voisey’s Bay.
As vendas somaram 97,6 mil toneladas, avanço de 9,7% na comparação anual, refletindo o aumento da produção.
O preço realizado foi de US$ 14.062 por tonelada, avanço de 56,5% ante o segundo trimestre de 2025 e 7% em relação ao primeiro trimestre. A Vale diz que o aumento reflete maiores preços da London Metal Exchange (LME) e o impacto favorável das liquidações de preço final de faturas com precificação provisória realizadas em trimestres anteriores.
Vale: S11D tem recorde de produção
A Vale detalhou em seu relatório de produção do segundo trimestre de 2026 que a produção do Sistema Norte diminuiu 1,7 milhão de toneladas, chegando a 39,6 milhões de toneladas no trimestre.
A queda foi resultado, principalmente, da menor – apesar de esperada – disponibilidade de run-of-mine (minério bruto) no complexo de Serra Norte. Esse efeito foi parcialmente compensado pela forte performance do S11D, que alcançou um novo recorde de produção para um segundo trimestre em 23,4 milhões de toneladas (Mt), alta anual de 2,5 Mt.
A companhia afirmou que os projetos Serra Sul +20 e Britador de Compactos continuam avançando e têm início de operação previsto para o segundo semestre deste ano, ampliando a flexibilidade operacional e contribuindo para o desempenho da produção a partir de 2027.
No Sistema Sudeste, a produção aumentou 3,3 Mt na comparação anual, totalizando 24,3 Mt no trimestre. O crescimento, afirma a companhia, ocorreu principalmente por maiores volumes de Capanema, à medida que o amadurecimento da operação avançou; o aumento da produtividade em Alegria, em função da ampliação da capacidade de britagem do local; e a retomada das operações em Água Limpa, que reiniciou sua produção em junho de 2025.
No Sistema Sul, a produção diminuiu 1 Mt na comparação com o mesmo período de 2025, totalizando 12,1 Mt no trimestre, principalmente em função da paralisação total das operações de Fábrica e Viga desde janeiro de 2026. Esse efeito, comenta a mineradora, foi parcialmente compensado pelo maior desempenho do Complexo Vargem Grande, impulsionado pelo amadurecimento da planta VGR1.
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