Valor Econômico – O vice-presidente de finanças da Vale, Marcelo Bacci, disse, nesta terça-feira (2), que a meta de longo prazo de investimento da empresa é ficar abaixo de US$ 6 bilhões. Em 2025, o número deve ficar em US$ 5,5 bilhões e a previsão para 2026 é atingir um volume entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões.
“Devemos ver um aumento nos investimentos em projetos de cobre nos próximos anos para aumentar produção”, disse Bacci, no evento anual para analistas e investidores, o Vale Day, em Londres. Ele acrescentou que o foco está em estabilidade operacional e eficiência dos investimentos.
Bacci disse ainda que a empresa quer atingir o número de US$ 20 por tonelada no chamado custo C1 ano que vem. O conceito considera o custo de operação da mina ao porto.
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“Podemos produzir minério de qualidade, mas nossa estratégia é a flexibilidade”
A Vale tem priorizado a estratégia de dar flexibilidade ao portfólio de produtos, com a possibilidade de variar o teor de minério de ferro a depender da demanda, segundo Rogério Nogueira, vice-presidente executivo comercial e de desenvolvimento da mineradora.
Ao participar do Vale Day, em Londres, Nogueira afirmou que a companhia consegue se adaptar rapidamente a essa realidade. “Entre 2023 e 2025, reduzimos a fatia vendida de minério de alta qualidade. Estamos aptos a conseguir um prêmio de US$ 3 por tonelada, o que garante um aumento de US$ 500 milhões no Ebitda por ano. Estamos muito confiantes de que a companhia tem condições de entregar valor ao longo do ciclo”, disse.
Conforme a análise da companhia, o preço do minério de ferro deve se estabilizar em torno de US$ 100 por tonelada a longo prazo e a demanda por aglomerados vai crescer para 175 milhões de toneladas até 2030. Em contrapartida, a mineradora enxerga uma que toneladas na demanda por minério de ferro na China entre 2025 e 2030.
“Os números mostram que o mundo está fazendo a transição energética”, afirma Nogueira.
Iniciativas de descarbonização
Grazielle Parenti, vice-presidente executiva de sustentabilidade da Vale, disse , no evento, que a companhia investiu US$ 1,7 bilhão em iniciativas de descarbonização entre 2020 e 2025.
“A Vale atingiu 88% da meta de reduzir as emissões líquidas do escopo 3 em 15% até 2035”, afirmou a executiva. A mineradora atingiu 81% da meta de reduzir emissões de escopo 1 e 2 em 33% até 2030, segundo Parenti.
Conforme a executiva, as medidas de sustentabilidade permitem reduzir os impactos das operações, com menor uso de recursos e redução de desperdícios.
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