Valor Econômico – O cumprimento das metas de produção da Vale está ligado às condições de mercado e não a restrições operacionais, disse, nesta terça-feira (2), o vice-presidente executivo de operações da mineradora, Carlos Medeiros, no evento anual para analistas e investidores, o Vale Day, em Londres.
A mineradora anunciou, também nesta terça, meta de produção entre 335 milhões e 345 milhões de toneladas de minério de ferro para 2026 e de 360 milhões de toneladas para 2030.
Medeiros também disse que as metas de produção não dependem de novas licenças ambientais, uma vez que os empreendimentos já estão licenciados. O executivo informou que o projeto Serra Sul+20, na Serra Sul de Carajás (PA), vai adicionar produção de 20 milhões de toneladas de minério de ferro de alta qualidade e começará a operar no segundo semestre de 2026.
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Medeiros citou outros desenvolvimentos de minas. Disse que, entre 2026 e 2030, a expansão de Serra Leste e N3, também em Carajás, vai adicionar 10 milhões de toneladas de capacidade de produção. “A Vale continua a entregar uma operação sólida, segura e sustentável”, disse.
Ele também falou dos avanços tecnológicos. Disse que a mina de Conceição II, que entra em operação no fim do mês em Minas Gerais, é um exemplo de evolução tecnológica, com uso de inteligência artificial (IA) e outras inovações. “Conceição II será o novo benchmark de eficiência.”
Produção em Serra Leste
A Vale está otimista de que a Serra Leste ultrapasse os 4 milhões de toneladas de produção de minério de ferro, segundo Medeiros. A afirmação surgiu na sessão de perguntas e respostas no Vale Day.
O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, acrescentou que os números da companhia contam com a realidade atual, o que dá confiança para as estimativas. A projeção não conta com a possível retomada do decreto de cavidades, que segue suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“Temos confiança nesses números. Se sair o decreto de cavidades, teremos mais flexibilidade”, disse Pimenta. O decreto altera a legislação de proteção a cavernas, grutas, lapas e abismos, permitindo a exploração, inclusive, daquelas com grau máximo de proteção.
Cumprimento de metas
Em resposta a analistas, Pimenta afirmou que muitas vezes o mercado não acredita que a companhia vá cumprir metas, porque isso já aconteceu no passado.
No entanto, o executivo reforçou que a equipe atual é diferente: “Maior valor que temos é destravar o portfólio de ativos.”
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