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Rumo conclui recuperação ambiental de 48,6 hectares de Mata Atlântica e Cerrado ao longo da Malha Paulista

A Rumo concluiu mais uma etapa da recuperação ambiental de 48,6 hectares de Mata Atlântica e Cerrado ao longo da Malha Paulista, área equivalente a aproximadamente 68 campos de futebol. O trabalho envolveu a recuperação de áreas degradadas por meio do plantio de mudas nativas e da remoção de mais de 2,8 mil árvores exóticas invasoras, espécies que competem com a vegetação local e dificultam os processos naturais de regeneração.

As intervenções foram realizadas no Núcleo Curucutu, no Parque Estadual da Serra do Mar, em Parelheiros; na Estação Ecológica de Itirapina; e na região de Evangelista de Souza, na zona sul da capital paulista, localizada no entorno do Parque Estadual da Serra do Mar. As três áreas concentram importantes remanescentes de Mata Atlântica e Cerrado.

Segundo a companhia, espécies como Pinus e Eucalipto alteram as características naturais dos ambientes, comprometendo a biodiversidade. Além de dificultarem a regeneração da vegetação nativa, essas árvores reduzem a diversidade da flora local e contribuem para a degradação dos habitats utilizados pela fauna silvestre.

“Essas áreas têm um papel essencial na preservação da biodiversidade paulista. A recuperação ambiental fortalece os processos naturais de regeneração da vegetação nativa, contribuindo para a recuperação dos ecossistemas e para a criação de ambientes mais equilibrados para a fauna e a flora. Esse trabalho gera benefícios significativos, ampliando a diversidade biológica e promovendo a melhoria da qualidade ambiental”, afirmou Paula Durante Tagliari, gerente executiva de Meio Ambiente da Rumo.

Além das ações de manejo, a empresa implementou um projeto de compensação ambiental em uma área de 9,47 hectares da Floresta Nacional (Flona) de Ipanema, em Iperó (SP). A iniciativa incluiu o plantio de 10 mil mudas nativas e a utilização da técnica conhecida como muvuca, que consiste na aplicação de uma mistura de sementes para estimular a regeneração da vegetação e ampliar a diversidade vegetal.

As ações integram uma estratégia mais ampla da companhia voltada à conservação da biodiversidade ao longo de sua malha ferroviária. Além dos projetos de restauração ecológica, a empresa mantém programas permanentes de monitoramento e proteção da fauna, gestão de corredores ecológicos e implantação de estruturas destinadas a facilitar o deslocamento seguro de animais silvestres.

Atualmente, a Rumo possui 1.895 estruturas mapeadas que podem ser utilizadas pela fauna para atravessar áreas próximas à ferrovia com maior segurança. A companhia também conta com 10 passagens superiores de fauna implantadas e 54 quilômetros de cercamento direcionador voltados à redução de atropelamentos e ao fortalecimento da conectividade entre habitats.

Monitoramento das áreas recuperadas

Após a conclusão das intervenções, as áreas passaram a receber monitoramento técnico periódico para acompanhar a evolução da regeneração natural da vegetação. A empresa também avalia a continuidade de parcerias com unidades de conservação para o desenvolvimento de novas ações voluntárias de conservação ambiental.

“A regeneração ambiental é um processo contínuo. Nosso trabalho agora é acompanhar a evolução dessas áreas para garantir que a Mata Atlântica e o Cerrado recuperem suas características naturais e continuem oferecendo condições adequadas para a fauna e a flora nativas”, concluiu Paula Tagliari.

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