33ª Edição · Prêmio Revista Ferroviária
Vote no Prêmio RF 2026!
Faça parte do Colégio Eleitoral
Clique e Cadastre-se
revistaferroviaria.com.br

Fibria vê cenário positivo no 2º trimestre

Maior produtora de celulose de
eucalipto do mundo, a Fibria vê o mercado global com perspectiva positiva para
os próximos meses. Demanda aquecida e restrição de oferta dão sustentação aos
preços da matéria-prima, embora não haja, neste momento, anúncio de novo
reajuste. Os produtores já anunciaram dois aumentos de preço neste ano, o mais
recente deles com aplicação neste mês.

“A perspectiva para os próximos
meses segue positiva para a demanda, suportando novos volumes que chegam ao
mercado”, disse o presidente da companhia, Marcelo Castelli. Nos três
primeiros meses do ano, a produção adicional foi absorvida pela demanda, que
segue aquecida. No caso da Fibria, a nova linha de Três Lagoas (MS), Horizonte
2, entrou em operação em agosto e já produziu 19% mais do que o esperado.

“Apesar de ser um período de
demanda mais fraca, a sazonalidade não foi percebida e os estoques de produtos
de papel e celulose ficaram abaixo da média”, disse o executivo. A
combinação de paradas programadas e não programadas levou à redução da produção
mundial de celulose no intervalo.

As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.

Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.

Assinar agora

Estima-se que 400 mil toneladas saíram
do mercado nesse período e a própria companhia contribuiu com 64 mil toneladas
que deixaram de ser produzidas intencionalmente na unidade de Aracruz. Diante
disso, a companhia “não vê problemas” para vender a celulose adicional
da nova linha nos próximos meses.

Castelli comentou que a demanda segue
aquecida na China, com boas margens no negócio de papel, especialmente para
embalagens e imprimir e escrever. Em “tissue” (papéis para fins
sanitários), as margens ainda não são tão saudáveis, porque os fabricantes
levam mais tempo para aplicar aumentos de preço, explicou.

“Percebemos que os produtores de
papel estão trocando fibra longa por fibra curta o quanto podem, diante da
diferença de preços entre uma e outra”, disse. Produtores europeus têm
enfrentado dificuldades de acesso a madeira por causa de problemas relacionados
a colheita na Escandinávia. Na China, além da oferta escassa, os preços da
madeira são elevados. Esses fatores desenham um cenário positivo para a
celulose de eucalipto, especialidade dos brasileiros.

A maior geração de caixa contribuirá
para a queda acelerada da alavancagem financeira da Fibria, medida pela relação
entre dívida líquida e resultado antes de juros, impostos, depreciação e
amortização (Ebitda). Segundo o diretor de Finanças e Relações com Investidores
da companhia, Guilherme Cavalcanti, o avanço da curva de aprendizagem de
Horizonte 2, a manutenção dos preços da celulose e o câmbio contribuem para
essa tendência.

Analistas que acompanham o setor
estimam uma ligeira queda dos preços da celulose no segundo semestre e, ainda
assim, o consenso de mercado indica que a alavancagem financeira da Fibria pode
chegar a 1 vez o fim do ano. Em março, esse índice estava em 2,02 vezes em
dólar – apesar de ainda estar concluindo o investimento de R$ 7,5 bilhões no
projeto de expansão em MS.

De janeiro a março, a Fibria teve
lucro líquido de R$ 615,13 milhões no primeiro trimestre, uma alta de 87% na
comparação anual. O resultado, porém, ficou abaixo do esperado. A forte melhora
dos resultados operacionais frente ao mesmo intervalo do ano passado e preços
superiores da fibra curta contribuíram para esse desempenho. O resultado
financeiro negativo anulou parte desse benefício.

A receita líquida da companhia somou
R$ 3,69 bilhões, com crescimento de 78% ante o verificado um ano antes,
enquanto o Ebitda ajustado totalizou R$ 1,82 bilhão, expansão de 183%. Diante
disso, a margem Ebitda cresceu 18 pontos percentuais, para 55%, a mais alta
para o período na história da Fibria. Na comparação com o quarto trimestre,
porém, tanto a receita líquida quanto o Ebitda mostraram retração, de 9% e 8%,
respectivamente, por causa do menor volume de vendas e do maior custo caixa de
produção

 

– Fonte: http://www.valor.com.br/empresas/5483829/fibria-ve-cenario-positivo-no-2-trimestre


Fonte:

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*