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Aporte público em infraestrutura cai 13% em 2017 e sinaliza um fraco 2018

O
investimento público em obras de portos, rodovias, ferrovias, hidrovias e
aeroportos encolheu 13,1% em 2017, segundo balanço do Ministério dos
Transportes. O montante, que somou R$ 14,8 bilhões ano passado, evidencia o
arrocho dos gastos da pasta e a necessidade do capital privado para a melhora
efetiva na logística.

De acordo
com estimativas do mercado, seria necessário o dobro do investimento atual para
que a infraestrutura logística do País avance. “Para que se ganhe malha é
preciso investir 4% do PIB no setor. Hoje o aporte é de 2,1%”, diz o professor
de macroeconomia, diretor da consultoria Conecta e ex-secretário de Agência
Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) do governo Dilma Rousseff entre 2007
e 2010, Frederico Guso.

De acordo
com o “Caderno Transportes”, lançado anualmente pelo Ministério dos
Transportes, a maior parte do investimento público se deu por meio do
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). “O investimentos
do Dnit são importantes, mas são mais paliativos. Não mudam a estrutura, apenas
vão ‘enxugando gelo’”, comenta Guso.

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Exemplo
disso pode ser visto nos aportes dedicados às rodovias brasileiras: R$ 4,1
bilhões, ou 61% do total destinado ao modal, foram aplicados em manutenção.

Para o
secretário de Política e Integração, vinculado ao Ministério dos Transportes,
Herbert Drummond, a queda nos recursos foi um exercício de assertividade nos
recursos, já que a pasta perdeu parte do orçamento ano passado como parte do
corte dos gastos ministrados pela Fazenda. “O Ministério, mesmo com orçamento
reduzido em 17% [comparado ao ano de 2016], buscou ampliar os padrões de
governança, desburocratizar os procedimentos e conceder mais espaço aos
investimentos e obras prioritárias”, disse ele.

De acordo
com ele, no bojo da retomada econômica, os transportes conseguiram se sair bem
no exercício de 2017.

“Mesmo com
recursos escassos, foi possível retomar obras estruturantes em todo o país. Com
o programa Agora, é avançar, as entregas estão acontecendo de maneira mais
eficaz”, completou.

O secretário
lembra ainda que o esforço nesse momento é por criar soluções menos
burocráticas e mais efetivas tanto para o investimento público quanto para
atração do capital estrangeiro para o setor.

Para os
investimento previstos para este ano, o advogado especialista em regulação
pública, Franco Montesso, comenta que o esforço em licitar portos, aeroportos e
ferrovias está mais associada à previsão da outorga que os valores investidos
no setor. “As ferrovias, por exemplo, estão com boa parte construída. A
concessão é para operar o trilho, e não para construir o modal, que já foi
feito pela estatal Valec”, diz.

 

– Fonte: http://www.dci.com.br/servicos/aporte-publico-em-infraestrutura-cai-13-em-2017-e-sinaliza-um-fraco-2018-1.691907


Fonte: DCI

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