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USDA derruba preços de soja e milho em Chicago

Divulgadas ontem, as novas estimativas do Departamento de
Agricultura dos EUA (USDA) para oferta e demanda de grãos no país e no mundo
nesta safra 2017/18 confirmaram um cenário relativamente confortável e
determinaram a queda das cotações de soja e milho na bolsa de Chicago. O trigo,
em contrapartida, registrou alta.

No mercado de soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro,
os contratos futuros de segunda posição de entrega (janeiro) fecharam a US$
9,85 por bushel, em baixa de 13,50 centavos de dólar. Pesou sobre as cotações o
ajuste para cima na projeção do USDA para os estoques finais globais da
oleaginosa, consequência da elevação do cálculo para a produção. Isso porque o
órgão passou a estimar a colheita brasileira em 2017/18 em 108 milhões de
toneladas, 1 milhão a mais que em outubro, embora ainda abaixo do total de
2016/17.

No caso do milho, os papéis de segunda posição (março)
encerraram a sessão de ontem em Chicago com retração de 6,50 por bushel, a US$
3,5475. Para o cereal, o USDA corrigiu para cima sua projeção para a colheita
global e, consequentemente, também para os estoques finais mundiais. Esses
estoques (203,9 milhões de toneladas) permanecem abaixo de 2016/17 (226,6
milhões), mas o patamar ainda considerado “folgado”.

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Já os contratos do trigo também para março fecharam o pregão
a US$ 4,45 por bushel, uma valorização de 1,25 centavo de dólar em relação à
véspera. O USDA reduziu suas previsões para a produção e para os estoques do
cereal.

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